Quais os benefícios da alimentação equilibrada durante a amamentação?

"A alimentação tem um impacto grande ao longo de todo o ciclo de vida. Hoje em dia, sabemos que um envelhecimento saudável pode depender da criação de bons hábitos alimentares e do estilo de vida, ou seja, tudo isto começa in útero", explica a nutricionista Rita Morais neste artigo de opinião compartilhado com o Lifestyle ao Minuto

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Lifestyle Alimentação-Amamentação 21/02/21 POR Notícias ao Minuto

Antes de começar a falar sobre a alimentação na fase da amamentação, não devemos esquecer, em primeiro lugar, que tudo começa na fase da pré-conceção e se estende também ao longo da gravidez, com importância vital na saúde futura da criança.

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A preparação de uma gravidez é fundamental, pois podem existir doenças prévias, ou mudanças na rotina da mulher (ou do casal) que devem ser trabalhadas. Pode ainda ser necessário modificar (maus) hábitos alimentares, corrigir um excesso de peso ou obesidade, assim como déficit nutricional, ou iniciar suplementação. Conhecer os alimentos que devem fazer parte da alimentação diária (fornecedores de ácido fólico e iodo) é também um passo essencial na preparação da gravidez, bem como perceber como prevenir situações de risco, como uma diabetes gestacional ou pré-eclampsia.

Ao longo de toda a gravidez, a alimentação deve ser ajustada aos diferentes trimestres, a cada mulher e, diria mais, a cada família, porque muitas das dificuldades que existem na alteração, e até manutenção, de bons hábitos alimentares prendem-se por hábitos familiares errados, que estão enraizados nas suas rotinas.

Rita Morais© DR

Uma das situações de saúde muito prevalentes é o excesso de peso, ou obesidade, na mulher, já antes desta engravidar. Esta situação agrava-se muitas vezes ao longo da gravidez, uma vez que muitas mulheres não são acompanhadas por nutricionistas nas maternidades, nem são referenciadas, e outras não compreendem a importância deste acompanhamento, considerando que, na fase da gravidez, qualquer aumento de peso é considerado normal. No entanto, o ganho ponderal deve ser saudável e acompanhado. Quando existe um aumento de peso excessivo, pode indicar um desequilíbrio alimentar quantitativo ou qualitativo.

Nos tempos atuais, sob pandemia, esta realidade ganha outra dimensão, pois há uma maior tendência para as grávidas que estão confinadas em casa, e, consequentemente, mais sedentárias, se alimentarem mais, ou mais vezes, mesmo sem necessidade. Tal acontece, por exemplo, por estarem aborrecidas ou mais stressadas, dando origem a alterações do apetite. O acompanhamento de nutricionista é essencial para evitar estas situações, pois permite ensinar a controlar este apetite, apoiar as mulheres grávidas e fornecer as ferramentas necessárias para a aprendizagem de estratégias que, através da procura de outro tipo de alimentos e da organização de refeições alimentares, permitem que se sintam mais saciadas. É importante compreender que um aumento de peso descontrolado nunca será bom nem para a mãe, nem para o parto, nem para o bebê, sendo fundamental preparar a mulher, e até a sua rotina familiar, para a amamentação ao longo da gravidez.

A pandemia retirou ainda a rede de apoio a muitas famílias, acrescentando outros desafios às mulheres que se encontram na fase de amamentação, que passaram a despender mais do seu tempo para ter de tomar conta dos outros filhos que agora não vão para a escola, para apoiarem na gestão da casa ou nas compras alimentares. Nestas situações, o “como qualquer coisa enquanto o bebê dorme” pode ser o caminho mais fácil perante esta nova dinâmica familiar, porém , pode não ser o adequado ou até suficiente, sendo que a qualidade da alimentação pode ser prejudicada.

Esta é uma fase exigente, física e emocionalmente, onde a privação de sono também pode levar a alterações do apetite. É fundamental que a alimentação seja o mais equilibrada e completa possível, para garantir que a saúde da mulher e do bebê não seja colocada em risco e para que o bebê seja amamentado em exclusivo (tal como recomendado pela Organização Mundial de Saúde e Direção Geral da Saúde até aos 6 meses) e cresça de forma adequada.

Uma alimentação completa, variada e equilibrada por parte da mãe garante que o bebê vai ter todos os nutrientes in útero e, posteriormente, no leite materno. Além disso, tanto durante a gravidez, como durante a amamentação, o bebê vai ter contato com os sabores dessa mesma alimentação, o que torna bastante relevante o equilíbrio nutricional da mãe nestas fases, quando pensamos na preparação da introdução alimentar do bebê.

Se tudo isto for trabalhado temos tudo reunido para termos uma mãe, um bebê e uma família saudável.

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