De coração partido: quando não se resiste à partida da alma gêmea

Há casais que morrem apenas com horas ou dias de diferença por não resistirem ao sofrimento e, agora, a ciência explica o porquê.

© Shutterstock

Lifestyle Luto 27/05/22 POR Notícias ao Minuto

A dor e o sofrimento da perda de alguém, em especial da alma-gêmea ou de um filho, é de tal forma intensa que pode mesmo ser devastadora, penosa, fatal.

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Há casais de longa data que morrem com poucos dias de diferença, há casais que morrem de mão dada e há familiares que não resistem à perda. Foi o que aconteceu no verão do ano passado, quando o avião da Malaysia Airlines caiu.

À data, um holandês de 93 anos não resistiu ao sofrimento e “dor indescritível” provocados pela morte da única filha, genro e dois netos. Faleceu de coração partido.

A ciência já estudou o efeito da morte nas pessoas. Chama-se ‘efeito da viuvez’ e faz com que o risco de morte aumente entre 30 a 90% apenas três meses após o falecimento do parceiro.

Mas antes de chegar ao efeito viuvez, lê-se no site da New York Magazine, os dois investigadores norte-americanos analisaram 373.189 casais dos Estados Unidos e examinaram o momento e a causa de morte deles.

E os resultados não podiam ser mais surpreendentes: no caso dos homens, a perda da esposa representa um aumento de 18% de morte “por todas as causas”; já nas mulheres, perder o marido indica um risco de morte de 16% nos primeiros meses de viuvez.

Mas perante a morte da alma-gêmea, é o coração que mais sofre: o risco de morrer de ‘coração partido’ (leia-se, de ataque cardíaco) é maior do que qualquer outra situação. A síndrome do coração-partido é “algo que provoca dor torácica e insuficiência cardíaca súbita” e a ciência acredita que seja resultado por uma fase de luto e perda de hormônios (como os que são responsáveis pela felicidade e prazer), diz a médica Barbara Messinger-Rapport.

E sobre a morte de uma pessoa perante a perda do parceiro, a ciência diz ainda que os fenômenos do ‘efeito viuvez’ e da síndrome do coração partido não são tão notórios em pessoas que perderam a cara-metade à custa de doenças como demência, Alzheimer e Parkinson, uma vez que estão mais conscientes e presentes perante a degradação do estado de saúde.

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