Protesto pró-Dilma no Rio pede plebiscito por novas eleições

Os organizadores estimaram o público presente em 10 mil pessoas; a PM não deu estimativas

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Brasil IMPEACHMENT 29/08/16 POR Folhapress

Manifestantes que são contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff devem começar a defender a realização de um plebiscito para decidir sobre novas eleições diretas para presidência da República.

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A nova pauta foi levantada nesta segunda-feira (29) durante um protesto pró-Dilma no Rio. Milhares de pessoas saíram da praça em frente à Igreja da Candelária em direção à Assembleia Legislativa, no Centro.

Por volta das 18h45, os manifestantes saíram da praça em passeata pela avenida Rio Branco, interrompendo completamente o trânsito em direção à Cinelândia. O protesto seguiu pela av. Antônio Carlos, interditando o fluxo de carros, que foi reestabelecido por volta de 20h30.

Com faixas de "fora, Temer" e cartazes em inglês pedindo pelo fim do golpe no Brasil, os manifestantes seguiram o percurso acordado com a Polícia Militar, que acompanhou o protesto com o Batalhão de Choque. Não houve confusão.

Os organizadores estimaram o público presente em 10 mil pessoas. A PM não deu estimativas.

Presidente da União Estadual dos Estudantes, Leonardo Guimarães disse que o foco agora consistirá em pedir uma convocação pública pela realização de novas eleições.

"A nossa posição com a confirmação do golpe será encontrar uma forma de agregar apoio popular para chamar uma ida às urnas em um plebiscito para novas eleições", disse.

Integrante da diretoria da CUT, Camila de Melo afirmou que o movimento irá abraçar a ideia de plebiscito. "A pauta agora é resistência porque acreditamos que essa votação será pelo impedimento e sabemos que temos dois anos de caça aos direitos da população, com a mudança da CLT, do programa Minha Casa Minha Vida, os programas de alfabetização etc. vamos apoiar o plebiscito", disse.

Presente na manifestação, o humorista e escritor Gregório Duvivier falou sobre a sessão desta segunda-feira no Senado, com a presença da presidente afastada.

"Era para ser um julgamento jurídico e acabou sendo um julgamento político. Ficou claro que o único crime que ela cometeu foi não ter a maioria do Congresso", disse. Com informações da Folhapress.

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