Doria cogita deixar PSDB e diz que não disputará prévia com Alckmin

Prefeito de São Paulo voltou a defender que a opinião dos eleitores deve ser determinante na escolha do nome tucano para a disputa eleitoral de 2018

© Nacho Doce / Reuters

Política Entrevista 04/09/17 POR Notícias Ao Minuto

Depois de ser cortejado pelo PMDB e pelo DEM, o prefeito de São Paulo, João Doria, afirmou que não descarta a possibilidade de deixar o PSDB. "Pretendo continuar no PSDB, até que alguma circunstância me impeça disso. Em relação ao futuro, cabe a Deus indicar, iluminar e definir qual é o destino", disse.

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Ele, no entanto, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, fez questão de destacar o seu comprometimento com o partido, apesar da pretensão em ser candidato à Presidência da República, nas eleições do próximo ano.

"A política traz sempre ares, tempestades e fatos que não estão dentro do seu prognóstico. Isso se aprende rápido na vida política. Estou na política, mas não sou político. Não tenho intenção de mudar de partido, mas é sempre bom ouvir de outros partidos que você é bem-vindo. Não é só o PMDB e o DEM. Outros dois partidos tiveram a gentileza e a delicadeza de abrir as portas caso necessário. Agradeci. Estou no PSDB desde 2001, muito antes de pensar em ser candidato. Não entrei por conveniência", afirmou.

Na semana passada, Doria chegou a dizer que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seu padrinho político, poderia até ter intenção de concorrer ao pleito, porém, tudo dependerá da vontade do povo. Ao ser questionado sobre o assunto, ele voltou a defender que a opinião dos eleitores deve ser determinante na escolha do nome tucano.

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"Não há como imaginar que alguém possa ser indicado sem que seja pelo povo". E considerou o papel das pesquisas nessa busca. "Se alguém tiver dúvida em uma pesquisa, que faça duas. Se tiver dúvida em duas, que faça três. Não ouvir o povo pode ser um erro fatal para o PSDB".

Doria também negou a intenção de disputar as prévias internas com Alckmin. "Não disputarei prévias com Geraldo Alckmin, embora defenda as prévias. Não faz o menor sentido. Não faria isso. Desde já me excluo dessa condição".

O prefeito ainda falou sobre a adoção de um discurso mais moderado. "O discurso é como uma caminhada. Daqui a 10 metros não será mais o mesmo cenário. Sua reação pode ser diferente. Sou um conciliador. Sempre fui uma pessoa integradora. Eu respeito as pessoas. Embora eu seja firme na defesa das minhas posições, nunca desqualifiquei e xinguei".

No entanto, ao ser lembrado sobre o episódio em que chamou a ex-presidente Dilma de anta, pediu desculpas. "Não foi a melhor posição. Até me desculpei em relação a isso. Não precisava me referir a ela dessa maneira. Reafirmo minhas desculpas", disse.

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