Dilma diz a Moro que procurou preservar empresas da Lava Jato

A petista falou como testemunha de defesa do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine

© Getty Images

Política depoimento 27/10/17 POR Notícias Ao Minuto

A ex-presidente Dilma Rousseff afirmou em depoimento ao juiz Sergio Moro nesta sexta (27) que, quando estava no governo, tinha preocupação em ajudar as empresas investigadas pela Operação Lava Jato a se salvarem.

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A petista falou como testemunha de defesa do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine, que foi preso na 42ª fase da Lava Jato. Ela estava em Belo Horizonte e foi ouvida durante cerca de meia hora, por meio de videoconferência.

Dilma fez a afirmação após ser questionada na audiência sobre uma declaração do empreiteiro Marcelo Odebrecht, que consta em denúncia do Ministério Público Federal. Segundo ele, o então ministro Aloizio Mercadante havia sido apontado como o interlocutor do Palácio do Planalto para tratar de assuntos ligados à Lava Jato.

Dilma afirmou que havia tensão no governo sobre a situação econômica das empresas afetadas. Por isso, segundo ela, a discussão sobre os acordos de leniência era constante. "Empresas na Lava Jato estavam tendo problemas de financiamento externos e internos, o que criava para o governo um problema, porque essas empresas estavam comprometendo seus empregos", disse.

Segundo ela, a intenção era que houvesse "um processo de punição dos responsáveis, mas que se salvassem as empresas de engenharia deste país, que são elementos essenciais da nossa competitividade".

Parte do depoimento girou em torno de assuntos relacionados ao período em que Bendine presidia a Petrobras (2015-16). Ele foi aprovado para o cargo, disse, por causa do "desempenho significativo" que teve à frente do Banco do Brasil. O réu é acusado nessa ação de receber propina de R$ 3 milhões da Odebrecht.

Dilma afirmou ainda que a relação com a Odebrecht não se pautava pelo fato de a empresa ser uma das doadoras de campanhas do PT e que frequentemente discordava da empresa. "O grupo Odebrecht, como qualquer outro grande grupo brasileiro, merecia toda a atenção do governo."

Com informações da Folhapress.

 

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