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Bolsonaro exonera presidente da Funarte

A demissão assinada pelo ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil)

Bolsonaro exonera presidente da Funarte
Notícias ao Minuto Brasil

12:20 - 04/11/19 por Folhapress

Brasil Direção

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em uma tentativa de alinhar o órgão federal à ideologia de seu governo, o presidente Jair Bolsonaro exonerou nesta segunda-feira (4) o pianista Miguel Proença do posto de presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes).

A demissão, assinada pelo ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), foi publicada no Diário Oficial da União. Para o seu lugar, o principal cotado é o atual diretor do Centro de Artes Cênicas, o dramaturgo bolsonarista Roberto Alvim.

Na semana passada, segundo relatos feitos à Folha de S.Paulo, Bolsonaro tratou a possibilidade com Alvim, em audiência no Palácio do Planalto. O tema já havia sido discutido entre Bolsonaro e o ministro da Cidadania, Osmar Terra, em viagem à China, na semana retrasada. Eles devem bater o martelo em audiência nesta segunda (4).

Alvim ganhou mais simpatia de Bolsonaro ao ter protagonizado um embate público com a atriz Fernanda Montenegro. Ele usou as redes sociais em setembro para atacar atriz, após ela ter posado para a capa da revista Quatro Cinco Um.

Na época, ele disse sentir "desprezo" por Fernanda e a acusou de ser "mentirosa". Na publicação, ela aparecia vestida de bruxa em uma fogueira de livros. A Associação dos Produtores de Teatro emitiu nota repudiando as declarações do dramaturgo.

Antes de assumir o cargo de diretor, Alvim comandava o Clube Noir, renomado espaço teatral em São Paulo, até a casa ter as atividades encerradas neste ano -declínio que ele atribui a um boicote promovido pela esquerda após assumir-se de direita. 

Há três anos, ele dirigiu a montagem "Leite Derramado", baseada no romance homônimo do compositor Chico Buarque. Se na época Alvim era próximo de Chico, hoje considera que a aproximação de Bolsonaro representa o fim de sua carreira no teatro.

Além da mudança da Funarte, o presidente avalia tirar a secretaria especial de Cultura da Cidadania e transferi-la para a Educação, de Abraham Weintraub, ou para Direitos Humanos, de Damares Alves.

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