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SP projeta que 220 mil pessoas serão infectadas no estado

O pedido de empréstimo foi revelado em reportagem do "Estado de S. Paulo"

SP projeta que 220 mil pessoas serão infectadas no estado
Notícias ao Minuto Brasil

23:10 - 05/04/20 por Folhapress

Brasil CORONAVÍRUS-SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em carta destinada ao Banco Mundial para obtenção de empréstimo de US$ 100 milhões (cerca de R$ 534 milhões) para o combate ao novo coronavírus, o governo de São Paulo projeta que cerca de 220 mil pessoas serão infectadas no estado de São Paulo ao longo de período de pandemia.

Até a tarde deste domingo (5), segundo dados do governo de São Paulo, já foram confirmados 4.620 pessoas contaminadas, com um total de 275 óbitos.

De acordo com o coordenador da Unidade de Coordenação de Projetos, Ricardo Tardelli, a intenção do governo paulista é destinar esses recursos à implantação de 500 leitos de UTI (unidade de tratamento intensivo) e, também, de equipamentos de segurança pessoal.

O pedido de empréstimo foi revelado em reportagem do "Estado de S. Paulo".

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Para obtenção desse empréstimo, a gestão João Doria (PSDB) faria uma contrapartida de US$ 25 milhões, fazendo com que o investimento totalize US$ 125 milhões, ou R$ 667 milhões.Tardelli ressalta que a projeção de 220 mil infectados no estado foi feita antes da decretação de quarentena. Assim, esse número deverá ser revisado.

Ainda de acordo com o coordenador, a carta-consulta tramita atualmente no Ministério da Economia, que vai analisar a capacidade de endividamento do estado de São Paulo e precisa dar aval para o empréstimo, porque o governo federal se torna fiador.

"Normalmente, esses empréstimos demoraram mais de um ano. Então, a gente está com expectativa que tudo seja mais rápido, que a comissão possa avaliar rapidamente, e a gente consega vencer todas as etapas necessárias para poder fechar o empréstimo", Tardelli.

Nas projeções mais otimistas, a operação deve ser aprovada em maio. Pela modalidade de financiamento, que o estado poderia pagar em 35 anos, o estado poderá utilizar a verba para cobrir gastos já contraídos nos quatro meses anteriores à assinatura do contrato.

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