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Juiz Moro está no caminho contra "Estado de Direito", dizem juristas

O Salão Nobre da faculdade foi lotado por centenas de pessoas

Notícias ao Minuto Brasil

05:30 - 18/03/16 por Notícias ao Minuto Brasil

Brasil USP

As investigações da Operação Lava Jato, conduzidas pelo juiz Sérgio Moro, têm sido alvo de críticas de especialistas. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, na noite desta quinta-feira (17), juristas e representantes da esquerda se reuniram e criticaram a forma como as investigações vêm sendo realizadas, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, que classificaram como a "pavimentação de um caminho para o fim do Estado democrático de Direito" no Brasil.

Sérgio Salomão Schecaira, professor de direito penal da Universidade de São Paulo, criticou a quebra do sigilo telefônico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que o juiz federal "deveria ser preso" por causa disso e que ele faz "uso seletivo" das informações que dispõe na mídia para conduzir "um golpe que está em curso", segundo o jornal.

"Há um estado policial que está desalojando o Estado democrático de Direito no país", falou Marcelo Semer, da Associação Juízes para a Democracia e disse ainda que "há conversas que estão sendo publicizadas por motivos políticos". E completa: "Nós não deveríamos estar ouvindo essas conversas. E desta vez não é preciso apurar quem as vazou", afirmou, fazendo referência ao juiz Moro.

O jurista Fábio Konder Comparato também acusou a mídia de estar favorecendo o atual clima contra o Estado democrático de Direito no país.

O professor de direito econômico Gilberto Bercovici cobra do Supremo Tribunal Federal a aplicação da lei, especialmente o direito à presunção de inocência, independente do que diz a mídia.

O Salão Nobre da faculdade foi lotado por centenas de pessoas. Em dado momento a plateia gritou "Moro na cadeia" quando foram realizadas críticas ao juiz federal de Curitiba. A imprensa também foi alvo de protestos do ato chamado "Manifesto pela Legalidade e pela Democracia", que criticou a "espetacularização do processo penal promovida pelos meios de comunicação".

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