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Professor recusa convite da Globo News e resposta viraliza na web

O professor explicou os motivos pelos quais não aceitou o convite

Notícias ao Minuto Brasil

10:03 - 23/03/16 por Notícias Ao Minuto

Brasil Resposta

O professor de Relações Internacionais da PUC de São Paulo, Reginaldo Nasser, recusou um convite da Globo News para participar do telejornal "Edição das 16h, de Christiane Pelajo.

Nasser compartilhou as mensagens trocadas com uma funcionária da emissora no início da tarde desta terça-feira (22). A resposta do professor, via WhatsApp, para justificar que não aceitava participar do programa, foi compartilhada por ele em sua página no Facebook e viralizou nas redes sociais.

Nas mensagens trocadas, a produtora do programa convida o professor para participar do "Edição das 16h" e falar sobre os ataques que ocorreram na Bélgica na manhã de terça (22).

No entanto, Reginaldo recusou o convite e deu como motivo a cobertura que a Globo News tem feito sobre a situação da presidente Dilma Rousseff (PT), alvo de protestos contra e a favor de sua permanência na presidência do Brasil.

"Bom dia, obrigado pelo convite, mas eu não dou entrevista para um canal que, além de não fazer jornalismo, incita a população ao ódio, num grave momento como esse. Saudações", escreveu Nasser.

Em entrevista a revista Fórum, o professor explicou os motivos pelos quais não aceitou o convite.

“Sempre avaliei que, eventualmente, em crises, há um espaço para profissionais que possam discutir relações internacionais. Mas nos últimos anos eu comecei a notar que as coisas não estavam como antes. Inclusive, em dois programas ‘Painel’ editaram minha fala. De lá para cá, diminuí bastante minha participação até porque os convidados não estavam mais em equilíbrio”, comentou.

Nasser destacou ainda: “O que eles estão fazendo não é jornalismo. O ápice foi essa coisa apelativa, essa coisa de colocar no ar todo e qualquer diálogo em esfera privada da presidenta e de outras pessoas. Eu avalio que passou do limite”.

“Não é uma questão de foro individual. É uma questão pública. Sou professor falando em um meio público. Foi uma decisão política. Se outras pessoas, olhando para isso, julgarem uma uma atitude adequada, que tenham também essa decisão”, esclareceu

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