Cratera no metrô: promotores podem ser investigados por propina

Polícia Federal aponta suspeita de recebimento de propina para favorecer empreiteiras na apuração de incidente

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Brasil São Paulo 07:42 - 19/10/16 POR Notícias Ao Minuto

Promotores de Justiça de São Paulo teriam recebido propina para favorecer empreiteiras na investigação sobre a cratera da linha 4-amarela do metrô, que deixou sete mortos, em janeiro de 2007. É o que apontam documentos apreendidos em operações da Polícia Federal (PF).

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As informações foram divulgadas na execução das últimas fases da Lava Jato e, de acordo com a Folha de S. Paulo, o Ministério Público Estadual pode iniciar uma apuração sobre o caso.

Documentos dão conta de que haveria uma estrutura de corrupção em contratos montados pela Odebrecht – que, no caso da linha 4, também foi líder do consórcio Via Amarela, responsável pela construção.

Ainda de acordo com a Folha, a Justiça inocentou, na terça-feira (18), os 14 acusados de responsabilidade pelo acidente.

Em sua decisão, a juíza da 1ª Vara Criminal da capital, Aparecida Angélica Correia, disse que a Promotoria não conseguiu provar que os técnicos do consórcio Via Amarela e do Metrô tinham condições de evitar a cratera.

As cúpulas das construtoras e do metrô nem chegaram a entrar na lista de réus do processo – formada majoritariamente por integrantes de médio e de baixo escalão.

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