Governo pagou R$ 12 mi a sócio de gestora do presídio de Manaus

Motante foi pago pela segurança na Universidade Federal do Ceará e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas

© Reuters
Brasil Compaj 06:44 - 11/01/17 POR Notícias Ao Minuto

A rebelião que culminou no assassinato bárbaro de cerca de 60 presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, volta as atenções para a situação das unidades prisionais do país, mas também para a empresa que o administrava. A Umanizzare, contratada também para administrar outros setes presídios na região, é uma sociedade com participação de Luiz Gastão Bittencourt. O empresário é dono de outra empresa beneficiada com contratos públicos.

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De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, a Serviarm recebeu R$ 12 milhões do governo federal no ano passado para serviços de segurança na Universidade Federal do Ceará e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. O montante saiu dos cofres dos ministérios da Educação e da Integração Nacional. Em 2003, a Serviam também recebeu R$ 420 mil para prestar segurança no INSS do Ceará.

O jornal O Globo detalhou que a Umanizzare é responsável pela gestão de cinco unidades prisionais no Amazonas e outras duas no Tocantins. A empresa, fundada em Goiás no ano de 2011, foi transferida para São Paulo cinco anos depois. Com capital social estimado em R$ 62 milhões, tem 50 colaboradores diretos em São Paulo e outros dois mil no país, segundo a assessoria de imprensa.

Perguntada pelo O Globo se tinha experiência específica na gestão de presídios, "a Umanizzare não respondeu". O Ministério Público de Contas apurou que a Umanizzare recebe R$ 4,7 mil por mês para casa preso do Compaj. A média nacional, conforme informou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é de R$ 2,4 mil.

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