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Doleira revela romance e dia a dia com presos da Lava Jato em Curitiba

Na penitenciária, Nelma Kodama conviveu com Marcelo Odebrecht, José Dirceu, Alberto Youssef, entre outros

Doleira revela romance e dia a dia com presos da Lava Jato em Curitiba
Notícias ao Minuto Brasil

06:37 - 08/10/17 por Notícias Ao Minuto

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A primeira presa da Operação Lava Jato, a doleira Nelma Kodama, revelou à jornalista Bruna Narcizo da "Folha de S. Paulo" como foi a convivência com os demais réus da força-tarefa detidos na sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba. Da dificuldade de conviver com o empresário Marcelo Odebrecht, passando pelo romance que viveu com o também doleiro Alberto Youssef, até o comportamento de ministro que José Dirceu manteve na prisão.

Condenada por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, a doleira foi presa em março de 2014, quando tentava embarcar para Milão, na Itália, com 200 mil euros. Na época, a imprensa disse que ela levava o dinheiro na calcinha, mas Nelma nega: "Esse dinheiro estava dividido em 100 mil euros em cada bolso de trás da minha calça jeans. Aliás, colocar dinheiro na calcinha é anti-higiênico", explicou.

Entre os envolvidos na Lava Jato com quem Nelma conviveu na penitenciária estão Marcelo Odebrecht, José Dirceu, João Santana, Nestor Cerveró, Fernando Baiano, Alberto Youssef e executivos da Camargo Corrêa e da OAS.

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"Ali não é o doleiro, o deputado ou o empresário. É o ser humano. Se você não limpar sua cela, vai ficar suja. Alguns demoravam um pouco para entender que estavam presos. Não vou citar nomes, porque seria indelicado. Mas muitos chegaram achando que sairiam no dia seguinte. E não é assim", contou.

O [João] Vaccari [ex-tesoureiro do PT] e o [José] Dirceu me chamavam de imperatriz. E nós chamávamos o Zé Dirceu de ministro. Lá dentro, ele ainda agia como ministro. Um dia, me mandou recolher as roupas dele do varal. 'Peraí, eu não recolho as do meu ex-marido, vou recolher as suas? Ô, senhor ministro! Se liga, mano!' Ele ficou em choque porque eu dei uma de maloqueira."

Segundo Nelma, por nove anos, até julho de 2009, ela e Youssef foram amantes. "Fomos muito felizes. Éramos perfeitos, jovens, corajosos. Ele era o ying e eu, o yang. Beto foi o meu grande amor", afirma. Youssef era casado e tem três filhas.

Eles ficaram presos juntos em Curitiba por 19 meses. Dois meses antes da doleira deixar a prisão, eles brigaram por ciúme de Youssef e pararam de se falar.

Nelma deixou a custódia da PF em junho de 2016, quando ganhou o direito de ir para o regime de prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica.

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