Meteorologia

  • 17 JANEIRO 2021
Tempo
--º
MIN --º MÁX --º

Edição

Ministério autua empresa ligada a igreja por trabalho escravo

Vítimas prestavam serviço em condições insalúbres em fazendas de Minas Gerais e da Bahia, além de estabalecimentos comerciais em São Paulo

Ministério autua empresa ligada a igreja por trabalho escravo
Notícias ao Minuto Brasil

20:50 - 15/03/18 por Notícias Ao Minuto

Brasil Fiscalização

O Ministério do Trabalhou multou nesta quinta-feira (15) a empresa Nova Visão Assessoria e Consultoria, ligada à Igreja Cristã Traduzindo o Verbo, por manter 565 trabalhadores em condição análoga à da escravidão. A fiscalização também constatou crime de tráfico de pessoas.

Segundo a revista Veja, as vítimas trabalhavam em fazendas de produção hortigranjeira (seis em Minas Gerais e três na Bahia) e em cafés, restaurantes, casas comunitárias e um posto de gasolina em São Paulo.

A ação foi realizada em parceria com a Polícia Federal, no âmbito na Operação Canãa - A Colheita Final. A investigação já havia prendido 13 líderes da empresa e da igreja.

+ Com tema 'imperial', festa de 15 anos tem atores vestidos de escravos

A fiscalização constatou que os trabalhadores não recebiam remuneração, a jornada de trabalho não era controlada e não tinham direito trabalhista. A igreja será autuada ainda por manter 438 funcionários sem registro na carteira de trabalho e por submeter 32 adolescentes a trabalho proibido para menores de idade.

O coordenador da operação, auditor-geral Marcelo Campos, conta que vítimas não se achavam exploradas e diziam trabalhar em nome da fé e da comunidade. “Essa foi uma operação diferente de todas as outras. Normalmente, quando os fiscais chegam com a polícia, os trabalhadores ficam aliviados, porque nos enxergam como salvadores. Neste caso não. Eles achavam que nós éramos demônios que os estavam retirando de sua missão e não concordaram em deixar os locais”, afirma.

Agora, o grupo terá de regularizar a situação dos trabalhadores e pagar retroativamente salários e benefícios. Representantes da igreja não foram encontrados para comentar o caso.

Campo obrigatório