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Venezuelanos são levados de volta ao país em ônibus fretado por igreja

Cidadãos repatriados serão acolhidos pela igreja, segundo religioso

Venezuelanos são levados de volta ao país em ônibus fretado por igreja
Notícias ao Minuto Brasil

22:55 - 09/09/18 por Notícias Ao Minuto

Brasil crise migratória

Dois ônibus fretados pela igreja católica da Venezuela levaram mais 104 imigrantes de volta para o país de origem neste domingo (9). Os venezuelanos viviam em favelas nos arredores de um acampamento do Exército para refugiados em Boa Vista (RR).

Outras 100 pessoas já havia retornado à Venezuela em dois ônibus fretados pelo governo de Nicolás Maduro no sábado (8).

Os imigrantes estão assustados com a escalada de violência, que se intensificou após um brasileiro e um venezuelano serem assassinados durante uma confusão na última quinta-feira (6).

Segundo Erick Lazo, integrante da instituição religiosa que providenciou o transporte dos venezuelanos neste domingo, os ônibus seguiram para a cidade de Caracas, capital da Venezuela. Contudo, os passageiros que quiserem descer em outras cidades no caminho poderão fazê-lo.

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“Eles [imigrantes] podem parar onde quiserem na Venezuela no trajeto. Paramos em alguns pontos para eles comerem ou usarem o banheiro. Vai ser um dia de viagem [até Caracas]. Essa ação é paga pela nossa igreja. Outras poderão demorar a ocorrer porque não temos tanto recurso [para repatriação]”, explicou Lazo ao 'G1'.

Ainda de acordo com o religioso, os imigrantes repatriados serão acolhidos pela igreja. “Serão abrigados por nós, terão comida e vamos arrumar emprego”, disse Lazo.

Com medo, muitas família têm optado por retornar. “Volto porque não consegui trabalho aqui [em Boa Vista]. Estou morando na rua desde que cheguei ao Brasil há três meses. É muito difícil conseguir algo para comer. Vivo dependendo da solidariedade de algumas pessoas para conseguir alimento”, contou Franyely Bucuasa, de 34 anos.

No entanto, há quem prefira ficar no Brasil a retornar para a Venezuela, que enfrenta grande crise social e política, além da falta de itens básicos, como alimentos e medicamentos.

“Tenho de fazer uma cirurgia no estômago e sei que no meu país não terei. Vou continuar morando na rua. Já faz quatro meses que estou aqui [Boa Vista] e nada mudou. Mas é melhor aqui do que na Venezuela”, explicou Raíza Josefina, que veio para o Brasil com o filho adolescente.

Operação Acolhida

Um grupo de cerca de 200 imigrantes, que vivia em um acampamento improvisado do lado de fora de um abrigo, foi levado na madrugada deste domingo, em meio a uma forte chuva, para o Centro de Triagem montado próximo à sede da Polícia Federal em Roraima. A ação faz parte da Operação Acolhida.

No Centro, eles terão a documentação atualizada, passarão por consultas médicas, receberão kits de higiene pessoal e alimentação. Na sequência, os venezuelanos devem ser realocados em abrigos de Boa Vista, para, posteriormente, participarem do processo de interiorização do Governo Federal.

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