Meteorologia

  • 18 JUNHO 2019
Tempo
15º
MIN 15º MÁX 15º

Edição

Juiz condena mais seis na Operação Carne Fraca

Grupo vai responder por crimes como corrupção passiva

Juiz condena mais seis na Operação Carne Fraca
Notícias ao Minuto Brasil

15:02 - 28/09/18 por Estadao Conteudo

Brasil investigação

O juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14.ª Vara Federal de Curitiba, condenou seis réus da Operação Carne Fraca nesta sexta-feira, 28, por crimes como corrupção passiva. A investigação mira um esquema envolvendo empresários de frigoríficos, fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) que atuavam na liberação de licenças, solicitação e recebimento de vantagens indevidas

O magistrado absolveu o diretor de Produção da BRF, André Baldissera, do crime de corrupção ativa. Esta é a terceira sentença da Carne Fraca de um total de seis denúncias ajuizadas pelo Ministério Público Federal.

Nesta denúncia, o Ministério Público Federal apontou crimes praticados junto à BRF no Paraná, Goiás e Minas Gerais. A Procuradoria da República identificou a exigência de vantagem indevida de fiscais agropecuários do Paraná para funcionário da companhia, consistente na emissão de documento falso, para a prática de fraude processual em procedimento administrativo disciplinar do ministério.

Os investigadores afirmam que, em contrapartida, os fiscais "facilitariam" processos administrativos de interesse da empresa. A acusação indicou ainda que um fiscal da pasta, em Goiás, solicitou vantagem indevida ao frigorífico para obstruir indevidamente o trâmite de proposta técnica de suspensão da habilitação de planta industrial da BRF na cidade de Mineiros. Os valores seriam utilizados para fins partidários e eleitorais.

Quem são os Condenados

- Maria do Rocio Nascimento: 3 anos e 4 meses por corrupção passiva convertidos em penas restritivas de direito em regime aberto. Como firmou delação premiada, vai cumprir a pena imposta pelo acordo. Absolvida pelos crimes de concussão e prevaricação.

- José Antônio Diana Mapelli: 4 anos e 6 meses de reclusão por corrupção passiva em regime semiaberto.

- Dinis Lourenço da Silva: 6 anos de reclusão em semiaberto e 6 meses de detenção por corrupção passiva e corrupção passiva privilegiada.

- Welman Paixão Oliveira: 6 anos de reclusão por corrupção passiva em regime semiaberto. Absolvido do crime de corrupção passiva privilegiada.

- Francisco Carlos de Assis: 3 anos e 4 meses, dos quais 3 anos e 11 meses de reclusão e 5 meses de detenção, por corrupção passiva e corrupção passiva e privilegiada em regime aberto. Absolvido do crime de corrupção ativa.

- Roney Nogueira dos Santos: seis meses de detenção por corrupção passiva privilegiada em regime aberto convertidas em prestação pecuniária. Absolvido de outros crimes atribuídos pela Procuradoria.

Defesa de André Baldissera

O advogado Beno Brandão, que defende André Baldissera, reafirma a inocência do cliente, salientando que tinha confiança na absolvição, notadamente por estar presidindo o caso um juiz imparcial e justo.

A reportagem tenta contato com os demais citados. Com informações do Estadão Conteúdo. 

Leia também: SP tem 6 mil faltas de professores por dia em escolas municipais

Seja sempre o primeiro a saber. Baixe o nosso aplicativo gratuito.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório