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Decreto de intervenção em RR sai nesta segunda, diz ministro de Temer

Informação foi dada por Sérgio Etchegoyen

Decreto de intervenção em RR sai nesta segunda, diz ministro de Temer
Notícias ao Minuto Brasil

08:01 - 09/12/18 por Folhapress

Brasil Publicação

O decreto de intervenção federal em Roraima deverá ser assinado pelo presidente Michel Temer (MDB) nesta segunda-feira (10), segundo informou o ministro Sérgio Etchegoyen (Segurança Institucional). 

Com a publicação, o estado passará ao comando de Antonio Denarium (PSL), governador eleito e que, até 31 de dezembro, responderá ao cargo como interventor federal no estado de Roraima. A atual governadora Suely Campos (PP) será afastada. 

O nome de Denarium foi indicado por Temer, que justificou a nomeação por faltarem poucos dias para o início do mandato do governador eleito. Aliado e do mesmo partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro, Denarium assumiria Roraima em 1º de janeiro.

A partir daí, segundo Etchegoyen, o governo tem 24 horas para enviar o decreto para o Congresso Nacional validar a intervenção.

O governo federal também prepara a edição de uma medida provisória para liberar recursos para o estado. Etchegoyen evitou falar em números, mas o senador Romero Jucá (MDB-RR), aliado de Temer e líder do governo no Congresso, afirma que defenderá junto ao presidente o repasse de R$ 200 milhões. O valor deverá ser usado para pagar salários atrasados de servidores e fornecedores.

Parentes de militares bloqueiam quartéis em Roraima em protesto contra salários atrasados Divulgação Parentes de militares bloqueiam quartéis em Roraima em protesto contra salários atrasados    "É preciso que o interventor chegue lá e verifique. Por enquanto, temos números dados por diversas fontes, nenhum deles mereceu a chancela do crédito", disse.

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Segundo Etchegoyen, a intervenção se baseia em relatórios de inteligência que apontam grave crise fiscal em Roraima, o que levaria o estado "à inadimplência e ao colapso financeiro". 

Os relatórios do GSI também mostram risco à segurança pública, com a fragilidade do sistema de segurança pública do Estado em meio à disputa entre duas facções criminosas. No ano passado, uma rebelião no presídio de Roraima, em razão da guerra de facções, resultou no assassinato de 31 presos."A má gestão é o nome desta crise", afirmou Etchegoyen. 

A governadora Suely Campos faz oposição ao governo e a seus aliados, como Jucá. Neste sábado (8), o presidente Michel Temer reuniu ministros e comandantes militares na reunião dos conselhos de governo e de segurança pública, que formalizou as providências para a intervenção.

Participaram da reunião, no Palácio da Alvorada, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e os ministros Etchegoyen, Moreira Franco (Minas e Energia), Torquato Jardim (Justiça), Joaquim Silva e Luna (Defesa), Esteves Colnago (Planejamento) e Raul Jungmann (Segurança Pública), além do comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, da Marinha e da Aeronáutica.

Temer indicou ainda dois secretários para atuarem durante a intervenção em Roraima. O general Eduardo Pazuelo, atual comandante da força-tarefa Acolhida, de recepção a venezuelanos que se refugiam no Brasil, assumirá a secretaria de Fazenda do Estado. Já a segurança pública ficará a cargo de Paulo Costa, servidor do Ministério de Segurança Pública. 

Aliado do presidente Michel Temer, o senador Romero Jucá (MDB-RR) criticou a gestão de Suely Campos, a quem atribui desvios e corrupção.

"É preciso investigar com profundidade os desvios e a grande corrupção que sangrou os cofres públicos. Para onde se olha tem ação da quadrilha ligada à governadora. O marido e o filho já estão presos e outros irão", escreveu o senador em uma rede social, na tarde deste sábado.

Ele afirma que o Estado teve um excesso de arrecadação de R$ 580 milhões, já contando as despesas com pessoal e com o pagamento a outros poderes, e questiona onde foi parar o dinheiro.

Neste sábado (8), ao chegar para reunião no Palácio da Alvorada, Jucá afirmou que "tudo no Estado é maracutaia".

Jucá não foi reeleito na eleição deste ano, tampouco a rival Suely Campos. O filho dela foi preso, no mês passado, em operação da Polícia Federal que apura suspeitas de desvios no pagamento de alimentação nos presídios do Estado.

Já o marido, o ex-governador Deneu Campos, foi impedido de concorrer à eleição de 2014 por ser considerado ficha-suja. Com informações da Folhapress. 

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