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Laudos da barragem que rompeu já apontavam problemas, alerta professor

Os documentos apontam problemas no sistema de drenagem interna da barragem

Laudos da barragem que rompeu já apontavam problemas, alerta professor
Notícias ao Minuto Brasil

06:11 - 05/02/19 por Notícias Ao Minuto

Brasil documentos

Os laudos sobre a barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, elaborados pela empresa alemã Tüv Süd, a pedido da Vale, já apontavam falhas de segurança no local. Entre os problemas no sistema de drenagem interna estão tubos danificados, entupidos pela vegetação, e a formação de colóide, entupimento provocado pelo acúmulo de minério.

Segundo revela o G1, o primeiro documento é de agosto de 2017, tem 265 páginas, com dezenas de fotos, gráficos e análises técnicas. A segunda inspeção aconteceu em julho do ano passado e rendeu 128 páginas.

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Os dois laudos afirmam que há estabilidade da estrutura, porém, o professor Edilson Pizzato, do Instituto de Geociência da USP teve acesso aos documentos e contesta:

“No próprio relatório foram indicados alguns problemas em relação a drenagem interna. São drenos horizontais profundos. São drenos que vão tirar a água de dentro do maciço. E é aquela água que satura o material, a água que é interna. E é justamente um dos fatores que pode levar à liquefação do material. O material está saturado. Então, se nesse tempo de três meses praticamente entre o relatório até o rompimento ocorreu problema na drenagem e acumulou água dentro do maciço como ele aponta drenagem interna, nível suspenso, etc. Isso poderia ter levado a ruptura. Por que? O estado de saturação estaria diferente do que ele apontou no relatório”.

Os documentos foram assinados por profissionais da Vale e da alemã Tüv Süd. Entre os responsáveis estão os engenheiros Makoto Namba e André Yassuda. Os dois estão presos e são suspeitos de crimes ambientais, falsidade ideológica e homicídio.

A Vale não se pronunciou sobre os laudos.

Em 25 de janeiro, a Barragem I da Mina do Córrego do Feijão se rompeu e deixou ao menos 134 mortos e 199 desaparecidos.

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