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Paulo Gustavo adiou série 'Minha Mãe É uma Peça' por causa da Covid

A produção seria protagonizada por Dona Hermínia, personagem criada por Paulo Gustavo e que era inspirada na mãe do ator, Déa Lúcia

Paulo Gustavo adiou série 'Minha Mãe É uma Peça' por causa da Covid
Notícias ao Minuto Brasil

15:15 - 05/05/21 por Folhapress

Cultura Série

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Paulo Gustavo, morto nesta terça (4) aos 42 anos por complicações da Covid-19, se preparava para gravar a série "Minha Mãe É uma Peça". Por causa da pandemia, os trabalhos que teriam início em fevereiro, precisaram ser adiados, segundo a colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo.

Grande sucesso nos cinemas, a produção seria protagonizada por Dona Hermínia, personagem criada por Paulo Gustavo e que era inspirada na mãe do ator, Déa Lúcia.

A série deveria ir ao ar na Globo, no Multishow e no Globoplay e teria a direção de Susana Garcia, irmã de Mônica Martelli, e também responsável por dirigir o terceiro filme da franquia.

"Minha Mãe É uma Peça 3" ostenta atualmente o título de maior bilheteria de filme nacional de todos os tempos, com uma renda bruta de R$ 143,9 milhões.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo em 2020, Paulo Gustavo disse que foi ainda na infância que começou o processo de criar personagens, quando imitava tias e avós durante festas e confraternizações familiares. Dona Hermínia é inspirada em sua própria mãe, dona Déa Lúcia.

"Ela ganhou o carinho de muita gente. Quando olho as roupas dela, isso mexe comigo, é como se eu a tratasse como algo meio sagrado para mim, sabe? Essa personagem mudou minha vida para sempre. Nunca imaginei que o que eu escrevia fosse ter essa repercussão dessas", afirmou o ator, na ocasião.

Dona Hermínia surgiu primeiro nos palcos, e estourou no monólogo "Minha Mãe É uma Peça", que depois deu origem aos filmes.

Paulo Gustavo, que morreu nesta terça-feira, estava internado na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital no Rio de Janeiro desde o dia 13 de março com Covid-19.

Uma semana após a internação, ele teve de ser intubado porque estava com dificuldade para respirar. No dia 2 de abril, piorou e precisou da ajuda de uma espécie de pulmão artificial usado apenas nos casos mais graves. Um mês depois, teve uma embolia gasosa que se espalhou em decorrência de um rompimento do tecido do pulmão.

Ele deixa o marido, o médico Thales Bretas e dois filhos, Gael e Romeu.

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