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Mostra de cinema egípcio traz workshop de documentários

a mostra está em cartaz, até 23 de agosto, no site http://www.cinemaegipcio.com

Mostra de cinema egípcio traz workshop de documentários
Notícias ao Minuto Brasil

06:31 - 06/08/20 por Notícias Ao Minuto Brasil

Cultura Cinema Egípcio

>ststyle="font-weight: 400;"> O segundo final de semana da 2ª Mostra de Cinema Egípcio Contemporâneo traz entre os destaques da programação um workshop de documentários, além de longas-metragens inéditos. A mostra, a primeira totalmente on-line realizada pelo CCBB, acontece até o dia 23 de agosto no site www.cinemaegipcio.com, com acesso gratuito. O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Na sexta-feira, 7 de agosto, às 17h, será realizado o workshop "Documentários" com o cineasta Amr Bayoumi, diretor de Para onde foi Ramsés?, filme de abertura da mostra. Para participar do workshop basta se cadastrar no site da mostra. Roteirista e diretor de cinema independente egípcio, Amr Bayoumi acumulou experiência em diversas áreas da indústria do audiovisual nos seus 35 anos de carreira. Ele é bacharel em direção de cinema pelo prestigiado Instituto Superior de Cinema do Cairo. Seu premiado filme de estreia como diretor, The Bridge (1999), capta delicadamente a lacuna de comunicação em uma família egípcia de classe média em três gerações diferentes. 

Para onde foi Ramsés? (2019), seu mais recente documentário, recebeu o Grande Prêmio do Ismailia Film Festival por conseguir vincular uma história pessoal complexa à história de um país inteiro, mostrando um evento extraordinário. Bayoumi se dedica a trabalhar em filmes que abordam desafios sociais em uma sociedade em constante mudança, como País das Garotas (2007), longa-metragem que segue a jornada de quatro garotas que se deslocam do campo para a agitação do Cairo. Ele escreveu, produziu e dirigiu o documentário Sex Talk (2010), no qual aborda a saúde sexual na sociedade egípcia e revela a dura realidade da Mutilação Genital Feminina. Bayoumi também dirigiu séries de documentários para a TV Al-Jazeera. 

Entre os longa-metragens de ficção inéditos desta semana, a mostra apresenta, nos dias 6 e 7, Sheikh Jackson (2017), de Amr Salama, que participou do Festival de Toronto e foi selecionado pelo Egito para concorrer a um vaga na seleção do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O filme é uma comédia dramática que conta a história de um clérigo islâmico que gosta de se vestir como Michael Jackson e passa por uma crise de fé ao saber da morte de seu ídolo. 

Saída para o sol (2012), com sessões nos dias 10 e 11, estreia da diretora Hala Lotfy, também participou de diversos festivais, como os de Berlim e de Toronto, foi premiado no Festival de Abu Dhabi e no Festival de Cinema Africano de Milão, e mostra o cotidiano de duas mulheres que cuidam de um familiar doente. Nos dias 12 e 13 será exibido Eu tenho uma foto (2017), documentário de Mohamed Zedan que conta a história do cinema egípcio através da trajetória de Motawe Eweis, figurante que trabalhou em cerca de mil filmes, desde os anos 40 até hoje.

A programação traz ainda nas próximas semanas o filme de terror O elefante azul 2 (2019)de Marwan Hamed, o maior sucesso de bilheteria da história do cinema egípcio; e a comédia Como um palito de fósforo (2014), de Hussein Al Imam, que homenageia as grandes estrelas da Era de Ouro do cinema egípcio. 

2ª Mostra de Cinema Egípcio Contemporâneo apresenta 24 títulos produzidos entre os anos de 2011 e 2019, que revelam a nova geração de cineastas egípcios em documentários e ficções de diversos gêneros – da comédia ao terror, selecionados pelo produtor e curador Amro Saad, egípcio naturalizado brasileiro. 

http://www.cinemaegipcio.com

“Mergulhada no contexto pós 2011, a 2ª edição da Mostra apresenta a transformação da indústria cinematográfica egípcia. Evidencia a quebra de paradigmas e, principalmente, um novo olhar, que coaduna com a luta contínua pelas questões sociais, e avança para o entendimento e a percepção dos egípcios sobre sua própria identidade e estilo de vida. Com isso, soma ao debate dos direitos sociais a conscientização sobre o significado da vida”, comenta Amro Saad.

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