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Morte de Charles Aznavour causa comoção na classe artística da França

A carreira da Aznavour na verdade se estendeu por um pouco mais de 70 anos, durante os quais ele assinou mais de 1.400 canções e atuou em cerca de 60 filmes

Morte de Charles Aznavour causa comoção na classe artística da França
Notícias ao Minuto Brasil

17:32 - 01/10/18 por Folhapress

Cultura Luto

A morte aos 94 anos de Charles Aznavour, patrono da "chanson" francesa, causou comoção nas classes política e artística do país.

O presidente Emmanuel Macron escreveu em seu perfil numa rede social que o cantor e compositor, "profundamente francês, ligado visceralmente a suas raízes armênias, reconhecido no mundo inteiro, [...] acompanhou as alegrias e dores de três gerações". Para o líder, "suas obras-primas, seu timbre, seu brilho único o ultrapassarão por muitos anos".

A ministra da Cultura, Françoise Nyssen, disse a uma rádio que "a França deve lhe prestar uma grande homenagem", mas não deu detalhes sobre um possível funeral de Estado. Na internet, ela escreveu que "a França perdeu Aznavour, um de seus grandes poetas, sempre na vanguarda, uma verdadeira lenda que atravessou fronteiras e épocas".

Ainda segundo Nyssen, "os franceses perdem Charles, um rosto familiar que os conduziu por mais de 70 anos ao país de suas inesquecíveis canções".

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A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, anunciou que vai propor aos vereadores a atribuição do nome do artista a algum logradouro municipal.

O primeiro-ministro armênio, Nikol Pachinian, também se expressou numa rede social. "É difícil acreditar que uma pessoa que criou uma época, que criou uma história, o amor, que serviu a seu povo, uma pessoa que durante 80 anos encantou e aqueceu o coração de dezenas, centenas de milhões de pessoas, não esteja mais entre nós."

A carreira da Aznavour na verdade se estendeu por um pouco mais de 70 anos, durante os quais ele assinou mais de 1.400 canções e atuou em cerca de 60 filmes. Um dos chefes de fileira do cinema francês, o ator Alain Delon também lamentou a morte.

"Estou despedaçado, completamente atônito. É como um soco na cara. Amo este homem, conheço-o desde o início da minha carreira. Começamos quase juntos", afirmou à agência France Presse. "Era o maioral da canção francesa. Da minha época, todos morreram: Aznavour, [Gilbert] Bécaud e [Charles] Trenet. Fizeram tudo. Charles permaneceu no topo por muito tempo. Morreu dormindo, sem dor. É só o que me conforta."

A cantora Mireille Mathieu, outro nome incontornável da canção francesa, classificou Aznavour como lenda. "Suas canções são atemporais et ficarão gravadas em nossas memórias. Dividimos palcos pelo mundo inúmeras vezes e interpretamos vários duetos juntos, como 'Une vie d'amor' [uma vida de amor]."

Os principais canais de TV e emissoras de rádio da França mudaram sua programação para o fim de tarde e noite desta segunda, abrindo espaço para reprises de entrevistas e documentários em torno de Aznavour, além de filmes de ficção em que ele atuou.

A primeira página do jornal "Libération" de terça-feira é totalmente ocupada por um retrato em preto e branco do cantor, sob o título "Hier encore" (ainda ontem), belíssima canção lançada por ele nos anos 1960 (que começa com os versos "ainda ontem, tinha 20 anos, acariciava o tempo, joguei com a vida como se joga com o amor"). Com informações da Folhapress. 

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