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Vencedora do Grammy teve canções suas gravadas por diversos artistas

A argentina Claudia Brant, que, aos 50 anos, ganhou, o Grammy de melhor álbum latino no domingo (9)

Vencedora do Grammy teve canções suas gravadas por diversos artistas
Notícias ao Minuto Brasil

12:33 - 25/02/19 por Folhapress

Cultura Prêmio

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Vários sucessos na voz de, entre outros, Ricky Martin, Camila Cabello, Alejandro Sanz, Barbara Streisand, Michael Bublé, Paula Fernandes, Babado Novo, Zé Henrique & Gabriel, John Legend, Enrique Iglesias, Jennifer Lopez, Laura Pausini e Thalia foram criados pela mesma pessoa.

Trata-se da argentina Claudia Brant, que, aos 50 anos, ganhou, no domingo (9), o Grammy de melhor álbum latino, com "Sincera", sexto trabalho dela como cantora, que conta com produção do brasileiro Moogie Canazio e parcerias com Marcos Valle e Arnaldo Antunes, que também participou dos vocais em "Mil e Uma".

"O sentimento de ganhar o Grammy foi incrível, porque fiz esse álbum somente em nome do meu amor pela boa música, sem qualquer pretensão de chegar às paradas das rádios ou de ganhar prêmio algum. Então foi quase um milagre", comenta Brant.

Se ela não tem ciúmes com quaisquer de suas canções, as deste álbum ela não pretende ceder para outros intérpretes. Antes, em 2009, ela havia ganhado o Grammy Latino, pela canção "Aquí Estoy Yo", gravada pelo cantor e compositor porto-riquenho Luis Fonsi, um dos parceiros mais fieis da argentina.

"Eu tenho a impressão de que a vitória no Grammy aconteceu porque o disco é muito verdadeiro. A Claudia gravou as canções que realmente eram sinceras para ela como compositora e cada um de nós, eu e o Cheche (Alara, músico, compositor e diretor musical argentino), que produzimos, e cada um dos músicos, tivermos um carinho especial por esse trabalho. Essa sinceridade artística comove todo mundo", garante Moogie Canazio, o produtor brasileiro que já havia ganhado o Grammy pela participação como produtor de "João Voz e Violão" (2000), de João Gilberto. Ele também havia mixado o trabalho anterior de Claudia, "Manuscrito", de 2011.

Claudia Brant é uma autora extremamente produtiva, com mais de mil composições, geralmente criadas no violão, já endereçadas para determinados intérpretes.

Para o porto-riquenho Ricky Martin, por exemplo, ela aparece na composição de todas as canções do álbum "Música + Alma + Sexo", de 2011, de onde saiu o sucesso "Lo Mejor de Mi Vida Eres Tú". Porém, para ela, o processo mais difícil muitas vezes é o de verter canções em inglês para o espanhol, como fez com "Havana", de Camila Cabello; e "Tell me you love me", de Demi Lovato.

"Eu vim a conhecê-la como produtor precisando de canções para o artista que estava trabalhando e o que mais me chamou atenção foi que ela imediatamente disponibilizou uma quantidade enorme de canções, independentemente de saber qual seria o resultado, se seria ou não gravado e quem era o artista. Ela também tem muita disciplina como compositora. Em um dia, compõe com um artista e, no dia seguinte, já está com outro", elogia Moogie Canazio.

A primeira música de Brant foi composta quando tinha apenas seis anos. Já nessa época ela era apaixonada pela música brasileira, em especial pela cantora Simone, pelo cantor e compositor Ivan Lins e pelo compositor e poeta Vinicius de Moraes. "Eu sabia as letras das canções de Tom Jobim e Elis Regina inteiras. Não podia tocar todas elas no violão, porque os acordes são muito complicados, mas as cantava.

Então, quando tive a chance de fazer o disco que queria, decidi que várias músicas tinham que ter essa influência brasileira. E tive a honra de compor uma música com o Marcos Valle, que é um dos meus grandes heróis, e fazer uma colaboração no disco com Arnaldo Antunes, que eu adoro, não somente como cantor, mas como poeta e pessoa criativa", garante Brant.

O momento definitivo para a escolha artística se deu quando ela viu, aos 20 anos, as mais de mil pessoas que lotavam um teatro cantando a música que havia criado para o cantor e compositor argentino Diego Torres. Porém, neste primeiro momento, os pais não acreditaram muito que aquela escolha profissional tinha muito futuro, o que a levou a ingressar numa faculdade de Arquitetura, onde permaneceu por apenas dois anos. Outros momentos importantes foram as vitórias no OTI Festival, no México, em 1991, e no Festival de Viña del Mar, no Chile, em 1994.

Se a carreira de Brant hoje parece extremamente vitoriosa, em 1998, ela viveu uma grande decepção, que a fez mudar de sua cidade-natal, Buenos Aires, onde nasceu em 21 de julho de 1968, para Los Angeles, nos Estados Unidos.

"A gravadora onde eu tinha assinado um contrato, a Warner, me disse que não ia fazer nada pelo meu disco, que seria lançado duas semanas depois. 'Você pode voltar para casa, e vamos te dar uma caixa de 20 CDs de lembrança, como souvenir'. Eu fiquei muito triste e deprimida", diz.

"Tinha um amigo em Los Angeles, Juan Pablo, que me convidou para ir para a casa dele, pois eu poderia ter muitas oportunidades lá, onde havia vários estúdios, produtores e artistas gravando. Fiz as malas e fui, conheci muita gente e me ofereceram cinco contratos", conta ela.

Agora Brant planeja voltar a compor e excursionar com o álbum "Sincera" pelo México e na Espanha. Com informações da Folhapress. 

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