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Bolsonaro: preços podem cair com venda direta do etanol

O presidente disse que já conversou com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) sobre o tema, e pretende falar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Bolsonaro: preços podem cair com venda direta do etanol
Notícias ao Minuto Brasil

07:50 - 17/01/20 por Estadao Conteudo

Economia combustível

O presidente Jair Bolsonaro disse, durante transmissão ao vivo nas redes sociais, que vai apoiar a proposta que permite a venda direta de etanol entre os produtores e postos de combustível. Para isso, ele afirmou que pretende dialogar com os presidentes da Câmara e do Senado para tentar viabilizar no Congresso a revogação de uma resolução da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que proíbe a prática.

"Se Deus quiser, nós vamos romper essa barreira (da venda direta de combustíveis) e nossa previsão é de que, com isso, o preço caia pelo menos 20 centavos o litro do etanol, porque isso evita o que a gente chama de passeio do álcool", disse Bolsonaro. A proposta, segundo ele, poderia valer para outros tipos de combustível, como o óleo diesel.

O presidente avaliou que "não tem cabimento" o deslocamento que é feito por caminhões sem a venda direta. "O caminhão sai da refinaria por 100, 200, 300 quilômetros e depois volta para 300 quilômetros para ficar a 10 quilômetros da usina, não tem cabimento isso aí." Além disso, defendeu que o comércio de combustíveis sem intermediários poderia evitar trânsitos e acidentes nas estradas.

Segundo Bolsonaro, ele já conversou com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) sobre o tema, e ainda pretende falar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). "Eles são os donos da pauta (no Congresso)", ponderou o presidente.

Energia solar

Na live, Bolsonaro voltou a falar sobre a sua posição contrária à possibilidade de taxar a energia solar. Para o presidente, "não é justo" alguém que usa painéis solares em casa ou em fazendas ser taxado por isso.

A posição de Bolsonaro sobre o tema vai contra o posicionamento do ministro Paulo Guedes, da Economia, que era a favor de cobrar uma taxa sobre o compartilhamento da energia excedente produzida por usuários que contam com estrutura própria de geração solar fotovoltaica.

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