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Relembre discursos de Guedes que geraram reação

Relembre momentos em que Paulo Guedes causou discussões por suas falas

Relembre discursos de Guedes que geraram reação
Notícias ao Minuto Brasil

14:30 - 13/02/20 por Folhapress

Economia Ministro

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em pouco mais de um ano à frente do Ministério da Economia, Paulo Guedes coleciona declarações ofensivas. Em uma semana, o ministro comparou servidores a parasitas e disse que o dólar mais barato permitia que 'todo mundo' pudesse ir para Disney. "Uma festa danada", disse.

Relembre momentos em que Paulo Guedes causou discussões por suas falas.

5.set.2019 - Brigitte Macron: 'ela é feia mesmo'.

Em setembro, após Jair Bolsonaro (sem partido) apoiar um comentário ofensivo à primeira-dama francesa, Brigitte Macron, em uma rede social, Guedes saiu em defesa do presidente. "Ela é feia mesmo", disse o ministro em um evento em Fortaleza. "O Macron falou que estão colocando fogo na Amazônia.

O presidente [Bolsonaro] devolveu, falou que a mulher do Macron é feia. O presidente falou a verdade, ela é feia mesmo. Mas não existe mulher feia, existe mulher observada do ângulo errado. E fica essa xingação." No dia seguinte, Guedes recuou e classificou seu posicionamento como "grosseria indesculpável", mas reforçou críticas à imprensa por alimentar "ruídos".

"Eu fiz uma brincadeira de profundo mau gosto, que só posso lamentar. Foi uma grosseria indesculpável.""Eu sou um brasileiro típico, eu piso na jaca, eu rolo na lama. Eu estou há duas horas aqui e tentando não pisar. Quando eu vejo que vou pisar, até mudo a postura", disse ele, após quase duas horas de entrevista na sede do Ministério da Economia do Rio. 

26.nov.2019 - O AI-5

Em novembro, época de fortalecimento de protestos na América Latina, durante entrevista coletiva em Washington, Guedes comentava a situação em países como Chile e Colômbia e disse que era necessário observar os acontecimentos nas nações vizinhas para ver se o Brasil não tinha nenhum pretexto que estimulasse manifestações do mesmo tipo.

No mês anterior, Eduardo Bolsonaro havia declarado que, se a esquerda radicalizasse no Brasil, como ocorria nos protestos no Chile naquele momento, era preciso "ter uma resposta que pode ser via um novo AI-5."

"Sejam responsáveis, pratiquem a democracia. Ou democracia é só quando o seu lado ganha? Quando o outro lado ganha, com dez meses você já chama todo mundo para quebrar a rua? Que responsabilidade é essa? Não se assustem então se alguém pedir o AI-5. Já não aconteceu uma vez? Ou foi diferente? Levando o povo para a rua para quebrar tudo. Isso é estúpido, é burro, não está à altura da nossa tradição democrática."

No mesmo dia, Guedes voltou atrás. "Espere a próxima eleição. Não precisa quebrar a cidade. Acho que isso assusta investidores", disse. O ministro chegou a classificar manifestações de rua como "uma bagunça, uma convulsão social" e pediu uma "democracia responsável" no país. 

"Eu acho que devemos praticar uma democracia responsável. Sabe como jogar o jogo da democracia? Espere a próxima eleição. Não precisa quebrar a cidade. Acho que isso assusta os investidores, acho que não ajuda nem a oposição, é estúpido."

21.jan.2020 - Pobreza e desmatamento

Durante um painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, Guedes afirmou que se desmata para combater a pobreza. O ministro respondeu a uma pergunta sobre como os governos deveriam agir diante do temor quanto aos danos ambientais com uma ressalva: "O maior inimigo do ambiente é a pobreza", disse, apontando que o Brasil precisava arrumar outras coisas antes de pensar nisso. 

"As pessoas destroem o ambiente para comer, e essas pessoas podem ter outras preocupações que diferem daquelas das pessoas que já destruíram o ambiente para comer".

7.fev.2020 - Servidores 'parasitas'

No início de fevereiro, Guedes comparou servidores públicos a parasitas. As palavras do ministro repercutiram mal principalmente entre integrantes do funcionalismo.

"O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação, além de ter estabilidade na carreira e aposentadoria generosa. O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita."

Após a declaração, em nota à imprensa, o Ministério da Economia disse que o discurso de Guedes havia sido tirado de contexto pela imprensa e afirmou reconhecer a qualidade do servidor público brasileiro. Em mensagem a jornalistas, o ministro voltou a pedir desculpas.

"Eu me expressei muito mal, e peço desculpas não só a meus queridos familiares e amigos mas a todos os exemplares funcionários públicos a quem descuidadamente eu possa ter ofendido."

Em evento na Firjan (Federação das Indústrias do Rio), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sem citar a polêmica de Guedes, afirmou ser possível convencer a população da necessidade das reformas sem o uso de termos pejorativos. "Frases mal colocadas geram atritos desnecessários. Mas já passou. Ninguém vai falar de novo", disse.

12.fev.2020 - Domésticas na Disney

Na quarta-feira (12), Guedes voltou a criar polêmica, ao dizer que, em períodos em que o real esteve mais valorizado, empregadas domésticas estavam indo para a Disney, "uma festa danada".

"Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vamos importar menos, fazer substituição de importações, turismo. [Era] Todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para a Disneylândia, uma festa danada. Espera aí, vai passear em Foz do Iguaçu, vai passear no Nordeste, está cheio de praia bonita, vai para Cachoeiro do Itapemirim conhecer onde Roberto Carlos nasceu. Vai passear, conhecer o Brasil."

Em seguida, o ministro disse que sua fala seria tirada de contexto e reforçou: "não, o ministro está dizendo que o câmbio estava tão barato que todo mundo estava indo para a Disneylândia".

Questionado sobre a fala de Guedes, Bolsonaro respondeu: "pergunta para quem falou isso, eu respondo pelos meus atos".

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