Meteorologia

  • 23 JANEIRO 2021
Tempo
--º
MIN --º MÁX --º

Edição

31,6 milhões de trabalhadores atuavam na informalidade no 3º trimestre, diz IBGE

No total, 31,638 milhões de brasileiros estavam em ocupações tidas como informais no terceiro trimestre

31,6 milhões de trabalhadores atuavam na informalidade no 3º trimestre, diz IBGE
Notícias ao Minuto Brasil

12:48 - 27/11/20 por Estadao Conteudo

Economia Trabalho

Após responder por cerca de 70% das 8,3 milhões de vagas fechadas no mercado de trabalho na passagem do primeiro para o segundo trimestre, na esteira da crise da covid-19, as ocupações informais registraram alta no terceiro trimestre ante o segundo. No total, 31,638 milhões de brasileiros estavam em ocupações tidas como informais no terceiro trimestre, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na passagem do segundo para o terceiro trimestre, são 870 mil trabalhadores informais a mais ocupados, indicando que a flexibilização das medidas de isolamento social para conter a pandemia permitiu um movimento de volta à população ocupada desses informais.

No caso do trabalho informal, especialmente entre os trabalhadores por conta própria, como vendedores ambulantes, a saída da ocupação pode se dar quando o trabalhador fica em casa sem trabalhar - e não porque foi demitido ou dispensado. Com a reabertura das atividades, esses informais que deixaram de sair para trabalhar podem ter voltado a suas atividades.

Com o aumento das vagas informais, a taxa de informalidade ficou em 38,4% da população ocupada no terceiro trimestre, acima dos 36,9% do segundo trimestre, quando atingiu o menor nível da série histórica da Pnad Contínua. Na saída da recessão de 2014 a 2016, com a economia crescendo lentamente entre 2017 e 2019, foi o surgimento de vagas informais que puxou a ligeira melhora no mercado de trabalho.

Com isso, no terceiro trimestre do ano passado, a taxa de informalidade atingiu o nível máximo da série, com 41,4%. Naquela ocasião, eram 38,806 milhões de brasileiros em ocupações informais. Em um ano, são 7,168 milhões de informais a menos no mercado.

Na passagem do segundo para o terceiro trimestre, a ligeira alta foi puxada pelos trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, com 374 mil vagas a mais, e pelos trabalhadores por conta própria, com 119 mil vagas a mais. Na comparação com o terceiro trimestre de 2019, ambas posições na ocupação apresentam tombos, com números absolutos, de 2,825 milhões e de 2,651 milhões de vagas, respectivamente.

Segundo a gerente da Pnad Contínua, Adriana Beringuy, o trabalho informal, que foi o primeiro e mais atingido pela pandemia, também é aquele que começa a reagir primeiro na retomada. A geração dessas vagas informais impediu que a queda na população ocupada no terceiro trimestre fosse ainda maior. "Não observamos recuperação do emprego com carteira", afirmou Adriana.

O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou em 29,366 milhões no terceiro trimestre, menor nível da série histórica da Pnad Contínua. Na comparação com o segundo trimestre, esse contingente encolheu em 2,6%, sinalizando para o fechamento de 788 mil postos formais em um trimestre. Ante o terceiro trimestre de 2019, a queda foi de 11,2%, indicando o fechamento de 3,709 empregos formais em um ano.

As ocupações nos serviços domésticos também continuaram a trajetória de queda, uma tendência verificada desde o início da pandemia. No terceiro trimestre, eram 4,612 milhões nessas ocupações, queda de 2,2% ante o segundo trimestre e um tombo de 26,5% sobre o terceiro trimestre de 2019. Em um ano, são 1,664 milhão de vagas a menos nessa ocupação, em sua maioria marcada pela informalidade.

Campo obrigatório