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Filas de caminhões no porto de Santos geram reclamações e multas em fim de ano

O ponto considerado mais caótico pelo Sindicam (Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos) está, principalmente, nos acessos de terminais entre os quilômetros 58 e 64 da rodovia Anchieta, que liga o porto a São Paulo

Filas de caminhões no porto de Santos geram reclamações e multas em fim de ano
Notícias ao Minuto Brasil

16:45 - 28/11/20 por Folhapress

Economia CAMINHONEIROS-NEGÓCIOS

SANTOS, SP (FOLHAPRESS) - Ao mesmo tempo em que bate recordes de movimentação -outubro foi o melhor mês deste ano, com 4,3 milhões de toneladas de cargas conteinerizadas, de acordo com a SPA (sigla em inglês para Santos Port Authority) -, o porto de Santos, no litoral paulista, sofre com um a formação de filas de caminhões neste fim deste ano.


O ponto considerado mais caótico pelo Sindicam (Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos) está, principalmente, nos acessos de terminais entre os quilômetros 58 e 64 da rodovia Anchieta, que liga o porto a São Paulo.


"Os caminhoneiros não têm mais o que fazer. Eles param perto dos terminais, esperando ser chamados, e ainda são multados. O fluxo voltou a crescer agora, então a fila também aumentará nesse fim de ano", disse Alexsandro Viviani, presidente do Sindicam.


O agravamento acontece em um ano atípico, de pandemia pela Covid-19. Após meses de baixa produtividade, caminhoneiros enfrentam uma alta de fretes e novos pedidos, devido à retomada da atividade industrial no país e às encomendas via comércio eletrônico.


"Temos companheiros que ficaram até 90 dias em casa, alguns perderam os seus caminhões, mas agora melhorou. O problema é que estamos com uma estrutura de Porto arcaica, sem banheiro, estacionamento ou segurança", afirmou o caminheiro José Edgar de Souza, 39.


Em julho, a SPA disponibilizou uma área da União contígua ao porto para desafogo. A ideia era utilizar o local como um estacionamento rotativo. "Esse ponto não atende nem 1% dos caminhoneiros. Quem pode mesmo, paga R$ 600 por mês de estacionamento. Mas e quem não pode?", queixou-se o caminhoneiro Vinicius Fragoso Monteiro, 39.


"Ficamos com receio de sermos roubados. Temos enfrentado de 4 a 6 horas de espera. Nos melhores dias são de 2 a 3 [horas de espera], pelo menos", acrescentou Fragoso.


"Poderiam deixar que utilizássemos os acostamentos para parar, próximo à rodovia dos Bandeirantes, mas há intransigência. As coisas não funcionam rapidamente para escoar e voltamos sempre para um cenário que não muda há 30 anos", disse Viviani.


O problema no porto também é estendido aos navios. Em outubro, embarcações que transportam granéis líquidos chegaram a esperar 22 dias para poder desembarcar com suas cargas no cais do lado direito, na Alemoa. Por sobrestadia, multa cobrada por exceder o tempo de permanência em um porto, empresas já abandonaram a cidade como rota logística.


Os terminais privados, por sua vez, vão bancar uma reforma de R$ 750 mil no píer 1, na mesma região, para tentar desafogar a fila recorrente de navios.


A SPA disse que desde 2014 não registra congestionamento devido ao agendamento estabelecido e, quando há algum problema localizado, segura os caminhões nos pátios, antes do porto.


A Ecovias também relatou não ter tido nenhum problema de congestionamento na última semana no trecho citado pelo Sindicam.


A Prefeitura de Santos, por sua vez, afirmou que o local é de competência total da autoridade portuária e não impacta o trânsito da cidade.

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