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Confiança na economia é central para superar crise da Covid-19, diz Davos

A semana de conferências deste ano, porém, será virtual devido à pandemia do coronavírus

Confiança na economia é central para superar crise da Covid-19, diz Davos
Notícias ao Minuto Brasil

06:06 - 25/01/21 por Folhapress

Economia FÓRUM-DAVOS

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ano de 2021 será crucial para se pensar um futuro com sociedades e economias mais resilientes, inclusivas e sustentáveis, disse neste domingo (24) Klaus Schwab, fundador e presidente-executivo do Fórum Econômico Mundial, na cerimônia de abertura do encontro anual que tradicionamente ocorre em Davos, na Suíça.

"O primeiro passo é restaurar a confiança e, para isso, precisamos reforçar as corporações globais. Em segundo lugar, precisamos ter a certeza de que todo o mundo está contribuindo em dar forma a um futuro mais positivo. Governos, negócios, sociedade civil e também a nova geração", afirmou.

A semana de conferências deste ano, porém, será virtual devido à pandemia do coronavírus. O evento, sempre sob o inverno do resort de esqui suíço, foi substituído por uma programação online chamada Agenda Davos 2021. As mesas e discussões começam na segunda-feira (25).

Nos próximos cinco dias de discussões, os 1.200 líderes de empresas, governos e sociedades civis deverão debater cinco eixos principais de políticas consideradas prioritárias para o Fórum.

Segundo Schwab, a necessidade de desenhar sistemas econômicos e sociais mais justos é uma delas.

"A chave aqui é tomar conta das almas que estão sofrendo em consequência da Covid.Temos que criar empregos decentes e suficientes para todos se queremos ter uma sociedade mais inclusiva", afirmou.

O criador do Fórum destacou também o "stakeholder capitalism", termo que, em tradução livre, significa capitalista de acionistas, mas que vem sendo associado à necessidade de as empresas se preocuparem mais com os impactos de cadeia que seus negócios movimentam.

Esse comportamento, disse Schwab, permitirá uma transformação responsável da indústria. "Os negócios não estão atendendo apenas objetivos de curto prazo dos acionistas, mas, ao mesmo tempo, estão considerando que precisam agir como organismos sociais e servirem pessoas, planeta e a sociedade em geral."

Essas políticas prioritárias incluem a criação de um novo sistema multilateral de cooperação, que, segundo Schwab, seja justo e considere as necessidades do século 21.

O conjunto de temas a serem debatidos nesta semana vão tratar do uso da tecnologia e da urgência na melhoria no cuidado dos bens comuns e na redução das emissões de carbono.

Para Schwab, as discussões da Agenda Davos deverão provocar mudanças reais. Na reunião anual -que ficou para maio, em Singapura- será possível, disse ele, mostrar soluções concretas para os diferentes desafios colocados em debate.

Ao encerrar seu discurso de abertura, disse que o Fórum voltará a Davos em breve.

Guy Parmelin, presidente da Confederação Suíça, afirmou que não poder sediar a reunião deste ano foi um grande desapontamento. Um retorno a Davos em 2022, segundo ele, será um sinal muito forte de que a crise da Covid ficou no passado.

Para o político suíço, é preciso que as sociedades olhem para frente e se preparem para quando a fase mais aguda da pandemia acabar, ainda que o momento seja de luto.

Parmelin destacou a importância do desenvolvimento das vacinas contra o coronavírus. "A rapidez e eficácia do desenvolvimento da vacina mostra o que governos, empresas e comunidade científica são capazes quando juntam forças."

Na abertura da Agenda Davos foi entregue o 27º Prêmio Crystal, dado a artistas e líderes da área cultural considerados excepcionais.

O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado foi premiado por seu trabalho em documentar e provocar debates sobre a condição humana em contextos de desigualdade e sustentabilidade.

O outro premiado deste ano foi o arquiteto ganense-britânico David Adjaye OBE que, segundo o Fórum, é uma liderança pelo modo engenhoso que utiliza materiais. Ele assina o projeto do Museu Nacional de História e Cultura Afro-americana, em Washington.

A abertura do evento virtual do Fórum Econômico Mundial terminou com o lançamento do filme "See Me: A Global Concert", um sequência de apresentações de orquestras e corais de diversas partes do mundo -São Paulo entre elas- durante a pandemia. Segundo o Fórum, o filme celebra a esperança.

Sem Bolsonaro mais uma vez Do Brasil, participarão do Fórum Econômico Mundial o vice-presidente Hamilton Mourão e os ministros Tereza Cristina (Agricultura), Paulo Guedes (Economia) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).
Eles estarão em sessões que discutirão bioeconomia na Amazônia, inovação para sistemas de alimentação, comércio exterior e geopolítica.

João Doria (PSDB), governador de São Paulo, estará em uma mesa sobre as cidades no futuro pós-Covid. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não participará pelo segundo ano seguido. Em 2019, ele também não foi ao encontro.

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