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Assessor de ministério recebeu para fiscalizar rivais da JBS

"Eles não aguentam fiscalização", afirmou Saud ao Ministério Público Federal

Assessor de ministério recebeu
 para fiscalizar rivais da JBS
Notícias ao Minuto Brasil

14:30 - 20/05/17 por Folhapress

Economia Delação Premiada

O diretor de relações institucionais do grupo J&F, Ricardo Saud, afirmou em delação premiada que pagou ao menos R$ 2,5 milhões ao jornalista Luiz Fernando Emediato, quando trabalhava como assessor especial do Ministério do Trabalho, para aumentar a fiscalização de frigoríficos concorrentes da JBS.

O alvo, disse Saud, eram os frigoríficos pequenos, que tinham pouca fiscalização. O diretor da J&F disse que o pagamento foi feito por meio de notas frias emitidas em nome da Geração Editorial, de propriedade do jornalista.

"Contratamos o Emediato para ele fiscalizar os pequenos que nunca tinham fiscalizado. A gente sabia que se fizessem o que fazem conosco iam fechar todos os outros frigoríficos. Eles não aguentam fiscalização", afirmou Saud ao Ministério Público Federal.

O lobista diz que Emediato chegou a apresentá-lo ao então ministro do Trabalho, Brizola Neto (PDT), mas afirmou que o então titular da pasta não tinha conhecimento do pagamento.

Saud disse que gastou "entre R$ 2,5 milhões e R$ 2,8 milhões" com o esquema, sendo pago R$ 20 mil por frigorífico concorrente fiscalizado. De acordo com o relato, os fiscais começaram a atuar atendendo ao acordo em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

"Eu disse para ele: 'Eu sei que as pessoas aí ganham pouco e tal. Vê quem você quer colocar em Minas e no Rio e a gente ajuda a pagar aí'. Dá uma propina, resumindo. [...] Era uma fiscalização que eles já tinham que fazer, igual ao que eles fazem no nosso todo dia", afirmou o diretor.

O depoimento não determina em que data ocorreram os pagamentos. Brizola Neto foi titular da pasta entre 2012 e 2013. Com informações da Folhapress.

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