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Europa aprova tarifas contra EUA em produtos como uísque, jeans e motos

Para entrarem em vigor, as alíquotas ainda precisam ser adotadas oficialmente pela Comissão Europeia, que se reúne na semana que vem, dia 20

Europa aprova tarifas contra EUA em produtos como uísque, jeans e motos
Notícias ao Minuto Brasil

16:37 - 14/06/18 por Notícias Ao Minuto

Economia guerra comercial

O mundo ficou mais próximo de uma guerra comercial: os países da União Europeia aprovaram nesta quinta-feira (14) a lista de produtos americanos que sofrerão nova tarifação em resposta às sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos contra o aço e o alumínio importados. Artigos como uísque, jeans, motos Harley Davidson e suco de laranja estão entre os itens a serem taxados pelos europeus, com alíquotas de até 25%. Os 28 países aprovaram a medida "por unanimidade", de acordo com a agência AFP.

Para entrarem em vigor, as alíquotas ainda precisam ser adotadas oficialmente pela Comissão Europeia, que se reúne na semana que vem, dia 20. A previsão é que elas passem a valer no fim de junho ou início de julho. A decisão engrossa o protesto contra a recente política comercial do norte-americano Donald Trump, que foi chamada de "puro protecionismo" por representantes europeus e "um insulto" pelo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau.

As tarifas europeias irão se somar às já anunciadas retaliações do México e do Canadá. No total, elas atingem cerca de US$ 48 bilhões em produtos americanos, segundo estimativa do economista Chad Bown, do Peterson Institute - o que equivale a aproximadamente 3% das exportações do país no ano passado. O imbróglio teve início em março, quando o governo Trump decidiu impor alíquotas de 25% e 10% sobre o aço e o alumínio importados da União Europeia, Canadá, México, Japão e outros países como uma medida de segurança nacional, a fim de proteger a indústria siderúrgica americana.

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O republicano tem se queixado de que os EUA acumulam déficits comerciais com a maior parte dos países, e que é preciso revertê-los para proteger empregos e indústrias locais.Países de todo o mundo (inclusive o Brasil, incluído na lista inicial) reagiram às tarifas, questionando os fundamentos da decisão e acusando desrespeito às regras de comércio estabelecidas no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio). Os EUA abriram negociações e fizeram acordos de cotas com parte dos exportadores, como o Brasil, mas não chegaram a bons termos com a Europa, Canadá e México - para os quais as tarifas começaram a valer no início de junho.

Há o temor de que esse tiroteio desencadeie uma guerra comercial global, que pode impactos os preços e o crescimento da economia pelo mundo."Ações unilaterais de comércio podem se mostrar contraproducentes", afirmou nesta quinta a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde. "O mais crítico agora é o impacto na confiança e na incerteza de investidores e consumidores. Uma redução no comércio internacional não é boa para o crescimento."

Em um relatório divulgado nesta quinta, o FMI urgiu os Estados Unidos a trabalharem de forma construtiva com parceiros comerciais, e disse que a redução de déficits não pode ser "um alvo" a ser perseguido quando se trata de comércio internacional. A Casa Branca ainda não havia se manifestado sobre as tarifas anunciadas pela Europa até o início desta tarde. O presidente Donald Trump já afirmou não temer retaliações. "Para um país que acumula déficits comerciais bilionários, não há como perder", disse na semana passada. Com informações da Folhapress.

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