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Mesmo com crise, avança número de pessoas com deficiência empregadas

O número geral de pessoas com deficiência empregadas passou de 418,5 mil, em 2016, para 441,3, em 2017

Mesmo com crise, avança número de pessoas com deficiência empregadas
Notícias ao Minuto Brasil

06:32 - 20/10/18 por Folhapress

Economia PESQUISA

Um relatório divulgado pelo Ministério do Trabalho indica que entre 2016 e 2017 houve um salto de 5,5% no número de trabalhadores deficientes que conseguiram um emprego formal. A notícia não poderia ser melhor diante de um quadro de desemprego crescente entre os brasileiros, que atinge a casa dos 13 milhões.

Duas razões principais podem ser apontadas nesta conquista, que atinge todas as classes de deficiência ­física, auditiva, visual, intelectual, mental e múltipla­, a intensa fiscalização nas empresas para o cumprimento da Lei de Cotas e a ampliação das políticas de fomento à diversidade nas corporações.

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Ainda cabe na análise o fortalecimento da consciência social de que esse público pode e trabalhar, a ação de consultorias específicas para o encaminhamento ao trabalho de pessoas com deficiência e o maior nível de escolarização desse grupo social.

O número geral de pessoas com deficiência empregadas passou de 418,5 mil, em 2016, para 441,3, em 2017. Em relação ao total de estoque de empregos formais no país, o percentual de trabalhadores com deficiência registrados em carteira é ainda muito pequeno, cerca de 1%.

O crescimento maior de pessoas com deficiência empregadas se deu entre os cegos, com salto de 16,3%, em seguida, o grupo das pessoas com deficiência intelectual, 7,5%.

Aqui vale outra consideração importante. Essas duas facetas das deficiências eram e ainda são as mais estigmatizadas no mercado de trabalho.

A outra vertente mostra que a chamada "revolução Down", processo que vem crescendo cada vez mais no país e que visa informar e quebrar estigmas sobre pessoas com síndrome de down, tem dado resultados concretos e ainda tem muito campo para crescer.

A região Sudeste é onde estão a maioria dos trabalhadores com deficiência ­227,5 mil (mais da metade dos empregos formais para esse público em todo o país)­ e o Estado de São Paulo é o campeão em contratações formais nesse grupo, com 131 mil pessoas.

Na outra ponta, a região Norte é a que menos registra empregos formais para pessoas com deficiência, cerca de 26 mil, e o Acre é o Estado que menos emprega o povo com comprometimento físico, intelectual ou sensorial, cerca de 1.300 pessoas.

A tendência é que o número de 2018 continue registrando crescimento, pois foram diversas as iniciativas inclusivas registradas no ano e há também um número maior de pessoas com deficiência saindo dos bancos universitários.

De qualquer maneira, o contingente reprimido de pessoas com deficiência que têm total capacidade de contribuir para o crescimento do Brasil ainda é gigantesco. Com informações da Folhapress.

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