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Vale sobe 9% após plano de ação e alta do preço do minério de ferro

Medidas anunciadas pela empresa também impactaram os preços do minério de ferro no mercado internacional

Vale sobe 9% após plano de ação e alta do preço do minério de ferro
Notícias ao Minuto Brasil

21:30 - 30/01/19 por Folhapress

Economia Mercado financeiro

No primeiro pregão após a Vale divulgar um plano de ação que envolve fim de barragens semelhantes às de Brumadinho e Mariana, as ações da companhia saltaram quase 10%. Houve impacto também sobre os preços do minério de ferro no mercado internacional.

A disparada da mineradora levou junto o Ibovespa, que ganhou força adicional ao fim do pregão, após decisão do banco central americano sobre os juros do país. O índice subiu cerca de 1,5%, e o dólar fechou praticamente estável.

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A Vale se valorizou 9,03% e fechou a R$ 46,60, recuperando parte do valor de mercado perdida na segunda-feira, o primeiro pregão após a tragédia de Brumadinho, que deixou 99 mortos e 258 desaparecidos. A companhia vale R$ 240 bilhões, R$ 50 bilhões a menos que antes da tragédia.

Em Nova York, os recibos de ações da companhia também subiam cerca de 10% ao final do pregão. Na noite de terça-feira (29), a companhia divulgou que irá fechar e limpar os rejeitos de dez barragens que funcionam no mesmo sistema das que se romperam nos últimos anos. A medida deve cortar a produção de minério de ferro da companhia em cerca de 10% -ou 40 milhões de toneladas.

A expectativa de redução de produção em um período de estoques baixos, com a retomada da demanda na China após o ano novo lunar, fez o preço da matéria-prima saltar mais de 4% no mercado internacional.

Na prática, a redução de produção de minério acaba beneficiando a empresa, que pode ter receitas maiores.

Segundo o Goldman Sachs, a produção da Vale não deve se reduzir na proporção inicialmente estimada. Em relatório, o banco diz que a companhia tem condições de redirecionar parte da produção para outras áreas, minimizando o impacto da suspensão parcial das atividades.

A Vale tem capacidade de produção de 450 milhões de toneladas e estimava produzir 400 milhões de toneladas em 2019.

"Nós esperamos redução de produção entre 10 e 15 milhões de toneladas em 2019", disse o banco. Neste novo cenário, o preço do minério pode terminar o ano cotado ao redor de US$ 65 por tonelada, antes os US$ 60 estimados anteriormente pelo banco. O minério fechou cotado a US$ 86.

A Guide corretora também estima que a produção não deve ser cortada no montante estimado. "Deve haver o aumento na produção de minério fino – ou seja, a produção ganha em qualidade, provocando um potencial aumento da receita da mineradora, que também tende a se beneficiar com o aumento dos preços do minério de ferro", escreveu a corretora.

Analistas também consideraram que o anúncio de um plano de ação, com previsão de gastos, para evitar novos acidentes anima investidores porque tira um fator de risco do papel.

Na segunda-feira, investidores estrangeiros sacaram R$ 1,7 bilhões da Bolsa brasileira, no pregão em que a Vale perdeu 25% de valor de mercado. Os dados foram divulgados pela B3 nesta quarta.

Analistas alertam que, em caso de perda de grau de investimento pelas agências de classificação de risco, uma nova rodada de venda de papéis por estrangeiros poderá ocorrer. A Fitch rebaixou a Vale, mas manteve o grau de investimento, enquanto a Moody's e a Standard & Poor's colocaram a empresa em revisão para rebaixamento.

Com a alta da Vale nesta quarta, o Ibovespa, principal índice acionário do país, avançou 1,42%, a 96.996 pontos. O giro financeiro foi de R$ 18,7 bilhões.

A Bolsa ganhou força ao final do pregão e voltou a se aproximar das máximas do dia após o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) anunciar que manteria a taxa de juros do país no atual patamar e teria paciência para promover novos aumentos.

"À luz dos desenvolvimentos econômicos e financeiros global e das suaves pressões inflacionárias, o comitê será paciente conforme determina quais futuros ajustes à meta da faixa de juros de fundos federais podem ser apropriados para suportar esses desdobramentos", indicou o Fed em comunicado.

As Bolsas americanas também ganharam força e caminharam para altas superiores a 1,5%. O dólar já havia fechado quando a decisão do Fed foi divulgada. A moeda americana encerrou o dia perto da estabilidade, cotada a R$ 3,7240. Com informações da Folhapress. 

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