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Secretário da Previdência: 'Guedes teve mais serenidade do que pensei'

Reunião na CCJ, ontem (3), terminou após bate-boca entre o ministro e deputados

Secretário da Previdência: 'Guedes teve mais serenidade do que pensei'
Notícias ao Minuto Brasil

11:56 - 04/04/19 por Folhapress

Economia Câmara

ANAÏS FERNANDES - SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dia após sabatina do ministro da Economia, Paulo Guedes, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados terminar em bate-boca, o secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, disse nesta quinta-feira (4) que os parlamentares estão mais abertos para aprovar mudanças na aposentadoria.

"Todas as intervenções, até aquelas desaforadas ou fora do tom, admitiam que a reforma é necessária, mesmo que não essa que está sendo proposta. O tom mudou", afirmou Marinho a uma plateia de empresários e agentes do mercado financeiro.

A reunião na comissão foi encerrada abruptamente depois que o deputado Zeca Dirceu (PT-SP) chamou Guedes de "tchutchuca". O ministro revidou, dizendo que "tchutchuca é mãe, é a vó".

Marinho destacou que Guedes não é um profissional da política e exerce pela primeira vez uma função pública. "Ele teve até mais serenidade do que pensei que teria."

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"Ao final, o descontrole se deu porque a provocação foi pessoal, e a resposta [de Guedes] foi altiva, de quem se ofendeu pessoalmente. A gente lamenta, mas serviu para unir o grupo", afirmou Marinho.

No evento, promovido pelo Banco Daycoval, o secretário disse que já recebeu individualmente de 60 a 70 parlamentares e esteve com outros 300 visitando bancadas na Câmara.

"Percebo que há um sentimento entre os parlamentares, ainda que tenham ressalvas ao projeto, pela aprovação da reforma", disse.

"O que a oposição fez foi ser oposição. Lamento que de forma grosseira. Mas seu papel é esse, de questionar, falar e de construir narrativas", disse Marinho.

Ele aproveitou para rebater críticas apresentadas na CCJ de que as mudanças propostas para a aposentadoria afetariam os mais pobres.

"A falta da reforma que penaliza os mais pobres."

Segundo ele, a proposta afeta 14 vezes mais servidores do que aqueles sob o guarda-chuva do INSS.

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