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Banido pela Fifa, Del Nero mantém poder na CBF com sucessor

O presidente afastado da CBF, Marco Polo Del Nero, conseguiu manter seu grupo político no poder da confederação

Banido pela Fifa, Del Nero mantém poder na CBF com sucessor
Notícias ao Minuto Brasil

06:21 - 28/04/18 por Folhapress

Esporte Escândalo

Ao contrário do que aconteceu com a Fifa e com a Conmebol (entidade que comanda o futebol na América do Sul), o maior escândalo de corrupção da história do futebol não abalou as estruturas vigentes na CBF. Banido por toda a vida pela Fifa de atividades relacionadas ao futebol nesta sexta (27), o presidente afastado da CBF, Marco Polo Del Nero, conseguiu manter seu grupo político no poder da confederação.

Em abril, quando já estava banido provisoriamente pela entidade que comanda o futebol mundial, o dirigente conseguiu manter sua influência no cenário nacional ao eleger o paulista Rogério Caboclo para comandar a CBF até 2023.

Ele é diretor executivo de gestão da CBF e homem de confiança de Del Nero desde os tempos em que o dirigente comandava a FPF (Federação Paulista de Futebol). Caboclo não se cansa de elogiar seus criador, mesmo com todas as acusações contra o dirigente, tanto na Fifa quanto no Justiça dos EUA.

O cenário é diferente do encontrado em outras grandes entidades do futebol mundial que tiveram dirigentes afastados por corrupção. Na Fifa, o suíço Gianni Infantino colocou um ponto final na era Joseph Blatter, que estava no poder há quase duas décadas na entidade. Ex-secretário geral da Uefa (entidade que controla o futebol na Europa), Infantino tenta dar mais transparência à Fifa, mas ainda é visto com desconfiança por causa de sua proximidade a Michel Platini.

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Em 2015, o craque francês e Blatter foram banidos do futebol por oito anos. Platini havia recebido cerca de R$ 8 milhões do ex-presidente da Fifa em uma operação suspeita realizada em 2011 (ano de uma das reeleições de Blatter) por um trabalho supostamente realizado entre 1999 e 2000. Já na Conmebol, o paraguaio Alejandro Domínguez foi eleito em janeiro de 2016 para comandar a entidade, que concentrou boa parte das acusações de corrupção no futebol feitas pela Justiça dos EUA.

A entidade sul-americana foi comandada por 26 anos por Nicolás Leoz, que cumpre prisão domiciliar desde que o escândalo de corrupção foi revelado, em maio de 2015.Até o início da década, Leoz, o brasileiro Ricardo Teixeira e o argentino Julio Grondona eram os representantes da América do Sul no Comitê Executivo da Fifa, órgão máximo da entidade – renomeado como Conselho da Fifa. Antes de assumir a confederação sul-americana, Domínguez denunciou que Leoz realizou depósitos suspeitos em bancos paraguaios.

Na Argentina, o grupo político de Grondona também perdeu poder. Ele morreu logo após a Copa de 2014 dando início a uma disputa política vencida por Claudio Tapia. Ao ser eleito, ele comandava um clube da terceira divisão. Já na CBF, mesmo fustigado pelas acusações de corrupção e afastado provisoriamente pela Fifa, Del Nero conseguiu manobrar politicamente as federações estaduais e eleger o dirigente de seu interesse à presidência da entidade.Apenas Corinthians, Flamengo e Atlético-PR deixaram de votar em Rogério Caboclo, que, com o apoio maciço das federações estaduais - graças à chancela de Del Nero à sua candidatura -, inviabilizou qualquer oposição.

A posse de Caboclo acontecerá somente em abril do próximo ano. Enquanto isso, a entidade será comandada pelo paraense Antonio Carlos Nunes, o coronel Nunes. Ao ser denunciado pelo FBI em dezembro de 2015, o cartola paulista escolheu Nunes, então presidente da federação do Pará, para ser seu vice-presidente mais velho e assumir o poder na entidade nacional. "Enquanto a maior entidade do futebol mundial o afasta de todas as atividades, o Del Nero segue por aqui manipulando a eleição da CBF. Infelizmente, cortou-se a árvore, mas ficaram as sementes", lamentou o senador Romário (Podemos-RJ), que presidiu a CPI do Futebol, aberta em 2015 e encerrada um ano depois para investigar o envolvimento de brasileiros no escândalo de corrupção do futebol.

Na última quinta (26), o STF (Supremo Tribunal Federal) enviou uma investigação sobre a cúpula da CBF oriunda do relatório paralelo da CPI para a Justiça Federal do Rio. O inquérito apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica, entre outros, supostamente cometidos por Del Nero, e os ex-presidentes da CBF, Ricardo Teixeira e José Maria Marin. Com informações da Folhapress.

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