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Marin terá que devolver salários e benefícios para Fifa e Conmebol

Do valor que pagará sozinho, US$ 19.532,60 (R$ 71 mil) serão devolvidos à Fifa como restituição por salários e benefícios

Marin terá que devolver salários e benefícios para Fifa e Conmebol
Notícias ao Minuto Brasil

20:41 - 21/11/18 por Folhapress

Esporte ex-presidente da cbf

O ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) José Maria Marin, 86, foi sentenciado a pagar sozinho US$ 137.532,60 (cerca de R$ 521 mil) e a dividir com outros condenados um total de US$ 2,14 milhões (R$ 8,1 milhões) pelos escândalos de corrupção conhecidos como Fifagate.

A sentença foi publicada na noite de terça-feira (20). Do valor que pagará sozinho, US$ 19.532,60 (R$ 74 mil) serão devolvidos à Fifa como restituição por salários e benefícios -a entidade queria US$ 97.663 (R$ 369 mil). A Conmebol receberá US$ 118 mil (R$ 447 mil), também por salários e benefícios. A entidade havia pedido US$ 590 mil (R$ 2,2 milhões) na ação.

O total é referente a salários e benefícios (como diárias e passagens) que foram pagos ao cartola de 2012 a 2015, quando ele ocupou cargos na Fifa e na Conmebol. Diferentemente das confederações internacionais, a CBF não se declarou vítima no processo, por isso não receberá nada do cartola.

Com o paraguaio Juan Angél Napout, ex-presidente da Conmebol, o brasileiro terá que dividir US$ 24.001,45 (R$ 90 mil) pelos gastos que a Fifa teve com a preparação de Stephanie Maennl para o julgamento do caso.

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Já o pagamento de US$ 2,14 milhões (R$ 8,1 milhões) é dividido entre Marin, Napout e outros condenados até agora pelo esquema. A divisão ainda será definida pelas autoridades dos Estados Unidos.Esse dinheiro inclui restituição de US$ 40.444,49 (R$ 153 mil) à Fifa. A Concacaf receberá US$ 264.549,60 (cerca de R$ 1 milhão), além de US$ 1,4 milhão (R$ 5,3 milhões) de devolução de gastos com a investigação, entre outros valores. A Conmebol receberá US$ 333.582,75 (R$ 1,3 milhão) de restituição por despesas com a investigação.

A confederação dizia ter direito a US$ 85,4 milhões (R$ 323 milhões) em restituição por perda de receita com as propinas pagas, mas a corte entendeu que não era o caso.

A Justiça dos Estados Unidos também decidiu que Napout terá que restituir sozinho US$ 356.368,12 (R$ 1,3 milhão) à Fifa e à Conmebol.Em agosto, o ex-presidente da CBF foi condenado a 48 meses de prisão e a pagar multa de US$ 1,2 milhão (R$ 4,5 milhões) pelos crimes cometidos no âmbito do Fifagate. Do período da pena, a estimativa é que Marin cumpra somente 28 meses, com descontos por bom comportamento e abatimento por tempo servido. A multa foi dividida em seis parcelas, que começarão a ser pagas daqui a seis meses.

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Em meados de outubro, José Maria Marin foi transferido para uma penitenciária de segurança baixa em Allenwood, na Pensilvânia.

Desde dezembro de 2017, quando foi condenado por receber propinas e lavar dinheiro no escândalo de corrupção da Fifa, ele estava detido no Metropolitan Detention Center, um presídio do Brooklyn, em Nova York. O local abriga 1.748 presos, segundo dados do centro prisional.

A unidade na Pensilvânia possui 1.242 detentos, que têm acesso a biblioteca e televisão, por exemplo.Marin foi preso em maio de 2015 na Suíça e extraditado em novembro do mesmo ano para os Estados Unidos.

Condenado por seis crimes cometidos durante sua gestão como presidente da CBF, ele assumiu o cargo em 2012, aos 79 anos, para cumprir o restante do mandato de Ricardo Teixeira, que renunciou.

Ele era o vice-presidente mais velho e, por isso, ficou com o posto, seguindo estatuto da confederação. Antes de ser presidente da CBF, foi vereador, deputado estadual e governador de São Paulo.

As acusações no chamado Fifagate englobam ações de suborno, fraudes e de lavagem de dinheiro. Os cartolas teriam recebido pagamentos ilegais, que começaram em 1991 e atingiram duas gerações de dirigentes e executivos, que movimentaram mais de R$ 564 milhões.

Empresários do marketing esportivo como Alejandro Burzaco, da Torneos y Competencias, J. Hawilla, da Traffic, e Hugo Jinkis e Mariano Jinkis, pai e filho donos da Full Play, teriam subornado os cartolas com viagens de jatinho, banquetes em restaurantes badalados e suítes de hotéis cinco estrelas.O objetivo dos executivos era obter vantagens na negociação de contratos para terem os direitos de transmissão de partidas das eliminatórias da Copa do Mundo e de outros torneios disputados no continente.

PERFIL - José Maria Marin, 86

Entrou na vida pública nos anos 1960, como vereador de São Paulo. Em 1971, se tornou deputado estadual. Foi vice-governador de São Paulo na chapa de Paulo Maluf, assumindo o cargo de governador do estado de 1982 a 1983. Presidente da Federação Paulista de Futebol nos anos 1980, se tornou vice-presidente da CBF, assumindo o comando da entidade em março de 2012, após a renúncia de Ricardo Teixeira. Deixou o cargo em maio de 2015. Com informações da Folhapress.

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