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Chefe da Amazon Studios é suspenso após denúncia de assédio sexual

A Amazon suspendeu na quinta-feira o chefe da sua filial dedicada a filmes e séries, após Roy Price ter sido acusado de assédio sexual, numa altura em que Hollywood vive um outro escândalo do mesmo tipo

Chefe da Amazon Studios é suspenso após denúncia de assédio sexual
Notícias ao Minuto Brasil

07:05 - 13/10/17 por Lusa

Fama Escândalo

Roy Price, chefe da Amazon Studios, "encontra-se de licença, com efeitos imediatos", indicou um porta-voz da empresa norte-americana, através de um comunicado.

Esta decisão tem lugar horas depois da revista "The Hollywood Reporter" ter publicado uma entrevista com Isa Dick Hackett, que foi produtora da série "The Man in the High Castle", difundida pelo serviço de vídeo 'on-demand' da Amazon, na qual esta afirmou ter sido alvo de várias tentativas de avanços por parte de Roy Price, de 51 anos.

Depois do escândalo em torno do produtor Harvey Weinstein, alvo de uma série de acusações de abuso e assédio sexual, Hackett, filha do escritor de ficção científica Philip K. Dick, afirmou sentir-se com forças para detalhar uma experiência "chocante e surreal" que sofreu em 2015 envolvendo Price e que foi exposta em agosto no portal especializado em tecnologia The Information.

Segundo o relato de Hackett, Price insinuou-se de forma repetida durante uma viagem de táxi após um dia de promoção na Comic-Con de San Diego.

"Você vai adorar o meu pênis", teria dito o executivo da Amazon que, apesar das negativas de Hackett, terá continuado a lhe dirigir comentários sexuais numa festa que teve lugar posteriormente e na qual, por exemplo, lhe gritou ao ouvido "sexo anal".

A produtora informou a cúpula da Amazon do sucedido e foi aberta uma investigação a Roy Price. Apesar de Hackett nunca ter tomado conhecimento do resultado das indagações, afirmou ter notado que nunca mais coincidiu com Roy Price num evento.

"Ter poder e influência é uma enorme responsabilidade. Como alguém como um certo poder, sinto que é imperativo para mim falar. Quero chamar a atenção sobre o comportamento [de Price] e também manter-me num determinado nível. É difícil pelo fato de eu ter dois programas que adoro e de valorizar a minha experiência na Amazon", afirmou.

Price trabalha na Amazon desde 2004 e, como responsável da Amazon Studios, esteve por detrás de séries como "Transparent", "Mozart in the Jungle", "Crisis in Six Scenes", de Woody Allen ou "Man in the High Castle", assim como de filmes como "Manchester By The Sea".

A suspensão de Price chega em plena 'tempestade' de acusações de assédio sexual contra Harvey Weinstein, um dos produtores mais influentes de Hollywood.

Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Mira Sorvino, Ashley Judd, Léa Seydoux e Asia Argento figuram entre as mulheres que denunciaram uma série de episódios diferentes que vão desde presumíveis comportamentos sexuais abusivos a supostas violações por parte do produtor premiado com um Oscar pela produção de "A Paixão de Shakespeare" (1998).

O escândalo de assédio sexual foi exposto pelo The New York Times na semana passada.

Segundo a investigação do jornal nova-iorquino, as queixas de assédio sexual remontam à década de 1990, mas desde que estalou o caso têm-se sucedido denúncias.

As revelações sobre o cofundador da Miramax e da The Weinstein Company, após artigos do The New York Times e da The New Yorker, provocaram uma enorme polêmica em Hollywood.

Múltiplas personalidades do mundo cinematográfico, como as atrizes Meryl Streep, Kate Winslet, Judi Dench e Jennifer Lawrence, que colaboraram profissionalmente com Weinstein, vieram a público condenar o alegado comportamento de Weinstein, vozes às quais se juntaram também a de atores como Colin Firth, Mark Ruffalo, George Clooney e Christian Slater.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira que o conselho de administração realiza uma reunião especial no sábado para discutir as acusações contra Weinstein e as eventuais ações a tomar.

As críticas também surgiram de fora de Hollywood, sendo exemplos disso as declarações do antigo Presidente dos Estados Unidos Barack Obama ou da antiga secretária de Estado norte-americana e ex-candidata presidencial Hillary Clinton. Com informações da Lusa.

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