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Comando Vermelho deu ‘golpe empresarial’ no PCC, diz promotor

Em entrevista ao jornal O Globo, Alexander Araujo de Souza explicou o fim da aliança entre as duas facções criminosas

Comando Vermelho deu ‘golpe empresarial’
no PCC, diz promotor
Notícias ao Minuto Brasil

06:15 - 11/01/17 por Notícias Ao Minuto

Justiça CRISE CARCERÁRIA

O promotor do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Alexander Araujo de Souza, explicou em entrevista ao jornal O Globo o que motivou o fim dos laços entre o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), que são as duas facções criminosas mais poderosas do Brasil.

O especialista diz acreditar que os massacres e a crise penitenciária no sistema carcerário brasileiro tem relação direta com o racha entre o CV e o PCC, que mantiveram uma aliança por mais de 10 anos, iniciada por Fernandinho Beira-Mar, líder do Comando Vermelho, e Marcola, líder do PCC.

“A aliança inicialmente se deu como forma de proteção mútua. Tal aliança evoluiu para o aspecto econômico, relativamente às atividades por elas desenvolvidas, sobretudo o controle das rotas das drogas e o tráfico de armas. A aliança vinha dando alguns resultados econômicos positivos para ambas as facções e se refletiu em pacificação em alguns estados, como em Fortaleza, no Ceará”, afirma o promotor.

Mas a paz acabou, de acordo com a Alexander, quando a facção carioca firmou novas alianças, dessa vez com grupos inimigos do PCC. Antes, acreditavam que o assassinato de Jorge Rafaat, traficante transnacional que atuava na fronteira, teria motivado o fim da trégua. Mas parece que não.

“O racha se deu em razão das alianças que o Comando Vermelho firmou com facções de outros estados, que são inimigas do PCC e que tentam impedir que este se torne hegemônico no país. Isto representou um golpe na pretensão empresarial do PCC em expandir seus negócios e criar um monopólio do crime organizado”, disse o especialista, ressaltando aquilo que foi entendido como desrespeito por parte do PCC.

“O Comando Vermelho, que já não respeitava à risca a aliança financeira firmada com o PCC, celebrou alianças com facções declaradamente inimigas do PCC. As principais alianças foram com o PGC (Primeiro Grupo Catarinense), a FDN (Família do Norte), o Bonde dos 40 (do Maranhão), e o SDC (Sindicato do Crime, do Rio Grande do Norte). Como já dito, isto contrariou o interesse empresarial do PCC de se tornar hegemônico no país e de expandir suas atividades lucrativas para outros estados”, finalizou.

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