Meteorologia

  • 11 AGOSTO 2020
Tempo
--º
MIN --º MÁX --º

Edição

MP diz que ex-PM matou Marielle por 'repulsa' às causas dela

Investigações permanecem sob sigilo até que informações sobre possível mando do crime sejam verificadas

MP diz que ex-PM matou Marielle por 'repulsa' às causas dela
Notícias ao Minuto Brasil

16:45 - 12/03/19 por Notícias Ao Minuto

Justiça 'motivação torpe'

A promotoria do Ministério Público afirmou nesta terça-feira (12) que a motivação da morte de Marielle Franco é uma "repulsa" do PM reformado Ronnie Lessa às causas políticas defendidas pela vereadora. Lessa foi apontado como o responsável por disparar o tiro que atingiu Marielle.

"O crime contra a Marielle Franco, segundo as investigações, todos os autos de investigação nos autorizam hoje a afirmar e a colocar e a imputar aos dois denunciados foi a motivação torpe, decorrente de uma abjeta, de uma repulsa, de uma reação de Ronnie Lessa a uma atuação política de Marielle na defesa de suas causas. Nas causas de Marielle, nas causas voltadas para as minorias. Para as mulheres negras, LGBT, entre outras causas para a minorias. Isso ficou comprovado, ficou suficientemente indiciado a ponto do MP denunciar por essa motivação. Essa é uma motivação torpe, abjeta", disse a promotora de justiça e coordenadora do Gaeco Simone Sibilio, de acordo com o "G1".

+ Bolsonaro sobre Marielle: Espero que tenham chegado a quem mandou matar

+ Caso Marielle: filha de suspeito teria namorado Carlos Bolsonaro

“Essa motivação ela é decorrente da atuação política dela, mas não inviabiliza um possível mando. Ela não inviabiliza que o crime tenha sido praticado por uma pessoa paga ou promessa de recompensa. Essas causas juridicamente e faticamente não se repelem", acrescentou a promotora.

Contudo, as investigações permanecem sob sigilo até que informações sobre possível mando do crime sejam verificadas.

Nesta terça-feira (12), o policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46, foram presos por agentes da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro. Eles são suspeitos de participarem dos assassinatos de Marielle e do motorista Anderson Gomes. Os crimes completam um ano nesta quinta-feira (14).

Campo obrigatório