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4 danos que promovem perda de proteínas no cabelo e enfraquecem os fios

Desgastado por uma série de agressões, os fios enfraquecem, o cabelo fica mais quebradiço e sem brilho

4 danos que promovem perda de proteínas no cabelo e enfraquecem os fios
Notícias ao Minuto Brasil

20:30 - 26/08/19 por Notícias Ao Minuto Brasil

Lifestyle Cuidados

Envelhecimento capilar é um termo recente, mas que elucida um processo resultante de diversos danos aos quais o cabelo é submetido. Até o ato de pentear o cabelo já provoca estresse mecânico, segundo a dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Dra. Claudia Marçal, de Campinas. “Todos esses danos conectam-se ao envelhecimento intrínseco ou natural dos fios e contribuem para que o cabelo fique quebradiço, com diâmetro do fio menor, menos denso e espesso, além de: sem brilho, mais fraco, áspero e desidratado”, alerta a dermatologista.

Alguns desses prejuízos são diários. “Os agentes externos danosos são agressivos e convertem os aminoácidos presentes no cabelo em seus respectivos derivados, resultando em uma significativa perda proteica”, destaca. “Se, com frequência, efetuarmos secagens, processos químicos, estilização e exposição ao sol, os danos causados não poderão ser reparados naturalmente”, esclarece.

Coloração e descoloração — Os processos químicos de coloração e descoloração são os tipos mais comuns de danos. A dermatologista argumenta que quando a paciente pinta o cabelo, há uma perda proteica causada pela oxidação de aminoácidos no fio. “Essa diminuição dos níveis de queratina leva a uma redução da força capilar, além da remoção de pigmentos naturais”, comenta. “Nos processos de coloração permanentes e semipermanentes, ocorre a abertura das escamas da fibra capilar pela ação de amônia e monoetanolamina”, explica.

Segundo ela, os pigmentos iniciam o processo de oxidação na presença da água oxigenada, sendo direcionados ao interior do córtex capilar. “Quimicamente, o processo de tintura provoca a quebra das pontes de Hidrogênio e Salinas, isso vai resultar na perda de água e acentuar o comprometimento da resistência, maciez e brilho dos fios”, comenta. O processo de descoloração, no entanto, é o mais agressivo. “A descoloração capilar com uso de Persulfatos (sódio, amônio e potássio) destrói totalmente as ligações de hidrogênio, grande parte das ligações salinas e parcialmente as ligações cisteínicas, resultando em um cabelo extremamente desidratado e fraco. Em processos de descoloração, o tempo e a concentração em volume da água oxigenada são fundamentais para determinar o nível de descoloração e agressão aos fios de cabelo: quanto maior, pior o dano”, alerta.

Escova e pente — O ato de passar a escova nos cabelos, quando não são usados produtos ideais, pode comprometer os fios e causar um dano mecânico. “Pentes de borracha alteram o ponto isoelétrico do cabelo, o que leva a um desgaste da cutícula (parte externa do fio) e consequente exposição do córtex (parte intermediária do fio)”, comenta.

Chapinha e secador — A chapinha e o secador podem ser usados todos os dias, desde que você use um produto termoativo antes de submeter os fios ao aquecimento. Há um risco de dano térmico, como explica a médica: “A exposição da fibra capilar a altas temperaturas leva ao comprometimento da estrutura, o que pode corromper a harmonia da estrutura, além de perda de água. O segredo está em usar defrizantes com proteção térmica e protetores especiais para escovação.”

Sol, cloro e água do mar — Ao ficar muito tempo em exposição solar, os fios passam por um processo oxidativo devido a ação dos raios UV. “A luz solar afeta a cutícula do cabelo e catalisa a degradação das proteínas, além de provocar a oxidação da melanina através de radicais livres e o comprometimento da queratina. Os danos vão de descoloração do cabelo à redução da força dos fios e perda de brilho”, explica. Todas as vezes que o cabelo, que já tem um dano estrutural ou mesmo o cabelo virgem, é submetido à exposição do mar, por conta do sal e iodo, ou mesmo à areia, cloro, vento e sol, há um dano à estrutura da cutícula, à ceramida do fio, explica a médica. “Se essa exposição é frequente, há uma alteração na quantidade de proteínas presentes na haste, muda a coloração presente no cabelo, e há um processo de desproteinização do fio, que sofre com a miniaturização e com isso há as fraturas e microfraturas da haste capilar”, afirma.

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