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Vacinas podem exigir atualizações até que infecções diminuam, diz estudo

Estes são os resultados de um novo estudo, publicado este mês na revista Virus Evolution

Vacinas podem exigir atualizações até que infecções diminuam, diz estudo
Notícias ao Minuto Brasil

17:00 - 07/04/21 por Notícias ao Minuto Brasil

Lifestyle Covid-19

Um novo estudo, publicado este mês na revista Virus Evolution, e citado pela CTV News, coloca a hipótese de que as vacinas podem exigir atualizações até que as infeções diminuam. Para chegar a esta conclusão, uma equipe de investigadores de um hospital alemão, Charite-Universitatsmedizin Berlin, examinou quatro coronavírus da constipação comum que infectam humanos pelo mesmo mecanismo utilizado pelo SARS-CoV-2 - através da proteína spike.

Os cientistas construíram uma árvore filogenética - um diagrama em forma de árvore que mostra o processo evolutivo de vários espécimes e espécies - que mostra o progresso evolutivo dos coronavírus. Depois, fizeram uma comparação com a árvore filogenética do H3N2, uma cepa do vírus da gripe que é conhecida pela sua capacidade em escapar da resposta imunológica. Foi encontrada uma semelhança: todos eles tinham a forma de uma escada.

"Uma árvore assimétrica desse tipo provavelmente resulta da substituição repetida de uma variante de vírus circulante por outra com uma vantagem de aptidão", disse a líder do estudo, Wendy K. Jo, do Charite's Institute of Virology. “Isso é evidência da 'deriva antigênica', um processo contínuo que envolve mudanças nas estruturas da superfície que permitem que os vírus evitem a resposta imunitária humana. Isso significa que esses coronavírus também escapam do sistema imunológico, assim como o vírus da gripe. No entanto, também é preciso ter em conta a velocidade com que essa adaptação evolutiva acontece”, acrescentou.

Os investigadores foram capazes de determinar a velocidade com que os vírus evoluíram, com os vírus da gripe verificando mutações quatro vezes mais rápido do que os coronavírus. "No que diz respeito à SARS-CoV-2, esta é uma boa notícia", disse Christian Drosten, diretor do Instituto de Virologia e investigador do Centro Alemão de Pesquisa de Infeções.

No entanto, o SARS-CoV-2 está sofrendo mutações a uma taxa mais rápida do que os coronavírus do estudo, mas os investigadores acreditam que isso se deve ao número de infeções em todo o mundo. “Com base nas taxas de evolução observadas nos coronavírus da constipação comum, esperamos que o SARS-CoV-2 comece a mudar mais lentamente quando as infeções começarem a diminuir”, disse um dos autores do estudo, Jan Felix Drexler.

Assim que a pandemia estabilizar e os números diminuírem, as atualizações de vacinas irão tornar-se menos comuns, mas até então vão precisar de ser alteradas consoantes as variantes. “Esperamos, portanto, que as vacinas contra a Covid-19 precisem de ser monitorizadas regularmente durante a pandemia e atualizadas quando necessário. Assim que a situação se estabilizar, as vacinas provavelmente permanecerão eficazes por mais tempo”, disse Felix Drexler.

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