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6 formas de estimular o cérebro a aprender mais e por mais tempo

"Existe a possibilidade do cérebro criar novos circuitos e conexões neurais ao longo da nossa vida como resposta a determinados estímulos que recebemos, resultando em mudanças funcionais no comportamento do próprio cérebro", explica a psicóloga educacional do Colégio Positivo

6 formas de estimular o cérebro a aprender mais e por mais tempo
Notícias ao Minuto Brasil

10:50 - 14/10/21 por Notícias ao Minuto Brasil

Lifestyle Neuroplasticidade

As crianças têm uma capacidade imensa de aprender novos conhecimentos graças ao que chamamos de neuroplasticidade. Também conhecida como plasticidade neural ou maleabilidade cerebral, é a habilidade do cérebro de se reorganizar para aprender algo novo. No entanto, à medida que as crianças vão se tornando adultas, essa capacidade tende a diminuir, principalmente por conta da falta de estímulo. "Existe a possibilidade do cérebro criar novos circuitos e conexões neurais ao longo da nossa vida como resposta a determinados estímulos que recebemos, resultando em mudanças funcionais no comportamento do próprio cérebro", explica a psicóloga educacional do Colégio Positivo - Jardim Ambiental, em Curitiba (PR), Lianna Calderari Oliveira.

Isso significa que o sistema nervoso não tem uma estrutura rígida e imutável, como se pensava há algumas décadas, mas ele modifica sua estrutura funcional sob diferentes circunstâncias, expressando assim uma capacidade plástica durante o processo de adaptação. "Exames de imagem já mostraram a plasticidade do cérebro, inclusive, que pode ser alterada por fatores como ambiente, estado emocional, nível cognitivo, entre outros", conta a psicóloga.

Segundo Lianna, a neuroplasticidade trabalha também na formação de hábitos. "Na prática, isso ocorre como se estivéssemos ensinando o nosso cérebro a como se comportar melhor. Com isso, é possível adaptar o paladar e se acostumar com o gosto de alimentos saudáveis e reduzir o consumo de produtos industrializados, por exemplo — o que favorece a saúde como um todo", revela. Os conceitos da plasticidade são utilizados, principalmente, na área da saúde, por fisioterapeutas e psicólogos e podem ajudar, por exemplo, na melhoria de dores crônicas, no desempenho de atletas, nas técnicas de aprendizagem, além da prevenção ao envelhecimento cerebral. 

Estimular a neuroplasticidade pode potencializar as capacidades intelectuais, aumentar a reserva cognitiva e manter as pessoas ativas por muito mais tempo, inclusive na velhice. Lianna Calderari Oliveira ensina algumas formas simples para ativar a plasticidade do cérebro.

1 - Exercícios físicos

Estudos mostram que a prática de atividade física - independentemente da modalidade - pode exercer efeito plástico sobre o sistema nervoso central. A neuroplasticidade é aumentada após o exercício físico, favorecendo o aprendizado, a memória, a vascularização cerebral e atenuando o declínio mental decorrente do envelhecimento. Além disso, pesquisas mostraram que o exercício físico provoca um efeito protetor no sistema nervoso, atuando na prevenção e no tratamento de problemas como obesidade, câncer, depressão, declínio cognitivo associado ao envelhecimento e aos distúrbios neuropáticos como doença de Parkinson, doença de Alzheimer, AVC e lesões medulares ou encefálicas.

2 - Aprender coisas novas

Fazer coisas que estejam fora da zona de conforto, como aprender a tocar um instrumento, praticar um esporte, dançar, fazer um curso em uma área totalmente nova… "O maior inimigo do cérebro é a rotina”, afirma a especialista. Segundo a coordenadora do Ensino Bilíngue do Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento do Colégio Positivo (CIPP), Ana Paula Teixeira, aprender um novo idioma é uma das melhores formas de desenvolver a plasticidade do cérebro. "Isso se deve, em grande parte, ao treinamento que nosso cérebro recebe ao alternar entre um idioma e outro ao decidir como se comunicar", explica. O neurocientista Sam Wang (2011) descobriu que a demência é retardada por uma média de cerca de quatro anos para bilíngues em vez de monolíngues. 

3 - Alimentação saudável

Existem alimentos que são considerados brainfoods porque são comprovadamente eficazes no estímulo da neuroplasticidade. Entre eles estão os peixes gordurosos, como salmão, truta, atum, arenque e sardinha. "Todos esses peixes são ricos em ácidos graxos ômega-3, utilizados pelo organismo para construir células cerebrais e nervosas essenciais para o aprendizado e a memória", afirma Vanessa Queiroz, nutricionista dos colégios do Grupo Positivo. Outros alimentos que contribuem para a saúde dos neurônios são frutas vermelhas, ovos, açafrão e chá verde. Por outro lado, o consumo excessivo de álcool inibe a neuroplasticidade.

4 - Sono

De acordo com Lianna, a aprendizagem ocorre por meio de conexões neurais - as sinapses. Durante o sono, essas sinapses voltam ao normal porque o cérebro não está recebendo tanta informação. "O sono é um período restaurador essencial, sem o qual, ocorre um pico de atividade por muito tempo, o que impacta diretamente na neuroplasticidade, ou seja, na capacidade do cérebro de criar novas conexões. Essa pausa é fundamental para armazenar tudo que foi aprendido naquele dia para então retomar no dia seguinte”, explica Lianna. De acordo com o neurocientista Tomás Ortiz Alonso, o ideal é dormir de 7 a 9 horas todos os dias.

5 - Meditação

O estresse inibe a neuroplasticidade, pois provoca ruído cerebral, impedindo o desenvolvimento de capacidades. Faz aumentar a substância chamada cortisol que afeta os receptores do hipocampo, que já não conseguem desenvolver sua capacidade de memória, atenção e codificação de coisas novas. A meditação é uma excelente ferramenta de combate ao estresse e, consequentemente, benéfica à plasticidade cerebral.

6 - Leitura

O hábito da leitura estimula a sinaptogênese e neurogênese, permitindo que as pessoas tenham capacidade mais rápida de aprendizado. Segundo o neurocientista Michael Merzenich, a leitura, assim como qualquer outra atividade, tem de ser feita com prazer, pois a motivação é que provoca a mudança do cérebro e ativa a neuroplasticidade. A regularidade também é fundamental.

De acordo com a neurociência, o cérebro começa a ter perdas de memória, menos capacidade de concentração e lentidão de raciocínio a partir dos 30 anos. Mais uma razão para treinar a neuroplasticidade o quanto antes.

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