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Maternidade e carreira em filme pornô. Como conciliar?

Quem pensa que a gravidez na indústria pornográfica não é lucrativa, engana-se

Maternidade e carreira em filme pornô. Como conciliar?
Notícias ao Minuto Brasil

22:18 - 16/02/16 por Notícias Ao Minuto

Lifestyle E agora?

"Ela vai parar de fazer

pornô

ou virar uma dessas mães escrotas?" Esse foi o comentário que Bonnie Rotten, de 22 anos, recebeu no Instagram. A atriz pornô anunciou que estava grávida no ano passado. "Todo dia recebo os comentários mais ridículos", ela me contou. "'Que tipo de mãe você é?', 'Como você acha que sua filha vai se sentir quando os amigos dela falarem que viram a mãe dela dando para um monte de caras?', ou 'Como você vai criar uma criança se ganha a vida fazendo boquete?' Um monte de idiotices, o dia inteiro, de todos os ângulos", conta ela

Rotten estava no auge da careira, pois em 2014 foi a segunda mulher mais jovem a receber a premiação de Atriz do Ano do

AVN. Segundo o site da Vice, a atriz disse que a gravidez mudou a sua vida. Para Mark Spiegler, um dos empresários mais importantes do pornô de Los Angeles, é “bem raro” que suas clientes engravidem, mas quando ficam, a maioria sai da indústria.

"Não tenho muito o que dizer sobre isso", me disse Spiegler, "porque quando as garotas engravidam, elas geralmente param de fazer pornô".

Quando a atriz pornô Dana Vespoli tinha 33 anos (casada com o ator pornô Manuel Ferrara), decidiu engravidar, isso afetou a maneira como ela abordava o trabalho: ela precisava arriscar menos com seu corpo. Ela passou a fazer somente cenas com mulheres e trabalhar com menos pessoas, já que "você está mais propensa a infecções quando há muita exposição a pessoas diferentes, floras diferentes".

Vespoli, quando engravidou e precisou escolher entre ser mãe e voltar a trabalhar, achou essa divisão muito difícil. "Amamentei todos os meus filhos", disse Vespoli, que agora é mãe de três, "e meu corpo não parecia inteiramente meu nessa época. Eu sentia que ele pertencia aos meus filhos. Eu não queria mais nada tocando meus seios, ou pegar uma DST e ter que tomar antibióticos. Isso é muito difícil para o bebê", disse ela.

Bonnie relatou sentir a mesma coisa: "Sou uma pessoa que entra de cabeça", ela disse. "Ou entro de cabeça e sou uma atriz, ou entro de cabeça e sou mãe. Não posso ser as duas coisas."

Mas quem pensa que a gravidez na indústria pornográfica não é lucrativa, engana-se. Sierra Simmons era caloura do Florida State College, em Jacksonville, quando descobriu que estava esperando um filho. Simmons vinha queria ser atriz pornô para pagar a faculdade, e quando seu teste de gravidez deu positivo, ela tomou a decisão. "Eu estava na faculdade, tentando pagar a coisa toda", disse Simmons, estudante de biologia de 20 anos. "Eu precisava ter fundos, e eu não queria me estressar trabalhando das nove às cinco", conta ela.

Ao contrário de Rotten e Vespoli, Simmons decidiu usar a barriga a seu favor. Ela começou a fazer trabalhos de fetiche, atuando em vídeos com temática de incesto como "Daddy Made Me a Mommy". Ela gostaria que as pessoas a reconhecessem assim. "Pouca gente está envolvida em pornô de fetiche com grávidas", ela declarou. "Achei que menos pessoas veriam esses filmes, então fiquei menos preocupada que as pessoas descobrissem."

Vespoli optou por voltar à indústria do pornô, mas seu corpo não era mais o mesmo. As genitais não foram o problema, já que ela fez cesária, mas seus seios tinham mudado em função da amamentação, “eles murcharam”, concluiu. Ela então colocou silicone.

Para Rotten, não há planos de voltar à indústria como atriz. Ela diz que descobriu um desejo de se ter com a família, e que estar fora pornô tem sido prazeroso, "é a sensação mais estranha do mundo", ela diz, "mas é a melhor sensação do mundo".

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