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Candidíase: ginecologista explica sintomas e tratamento

A principal causa para o aumento da Cândida no organismo é a queda da imunidade

Candidíase: ginecologista explica sintomas e tratamento
Notícias ao Minuto Brasil

09:15 - 20/05/18 por Notícias Ao Minuto

Lifestyle flora vaginal

Muitas mulheres já foram diagnosticadas pelo menos uma vez com candidíase, doença causada por algum dos tipos do fungo Cândida, presente em cerca de 20% da população feminina. No entanto, a ginecologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Dra. Maria Rita Curty, explica que não é preciso temer a presença dele, o qual convive em harmonia com outros micro-organismos da flora vaginal.

“A candidíase surge quando há a proliferação demasiada da Cândida albicans ou glabrata em relação aos outros micro-organismos presentes”, esclarece a profissional.

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Normalmente, há suspeita de desequilíbrio na flora quando ocorre o sintoma de prurido (coceira) vulvar, vaginal e na região da virilha. “Nós, ginecologistas, conseguimos identificar por meio de avaliação visual, devido à vermelhidão, e ao passar o aparelho espéculo que observa o colo do útero, indicando caso as paredes vaginais estejam avermelhadas e com secreção esbranquiçada”, comenta Dra. Maria Rita. Também é possível diagnosticar o fungo no resultado do exame de Papanicolau.

A principal causa para o aumento da Cândida no organismo é a queda da imunidade. “Isso pode acontecer pelo uso de antibióticos, anticoncepcionais com elevadas doses de hormônios, diabetes descompensada, entre outros motivos. É um fungo comum, mas que, com a imunidade baixa, se prolifera pelo meio propício que é a vagina com suas mucosas, úmida e quente”, explica a ginecologista.

De acordo com a Dra. Maria Rita, a candidíase pode ser evitada com hidratação diária, alimentação regrada com nutrientes e vitaminas, boas noites de sono e atividades que amenizem o estresse. Também o consumo de vitamina D e probióticos (bactérias que fazem bem) costuma ser eficaz em pacientes que apresentam os sintomas repetidamente.

Para tratamento, são receitados antifúngicos via oral e em cremes ou pomadas vaginais. “Se não cuidar, além da maior proliferação fúngica, pode ocorrer alterações na quantidade de bactérias, com aparecimento de secreção amarela esverdeada, agravando os sintomas e necessitando de antibiótico”, alerta.

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