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Saiba mais sobre pré-eclâmpsia, que afetou Beyoncé na gravidez

Queen B revelou que sofreu de toxemia gravídica durante a gestação dos gêmeos Sir e Rumi

Saiba mais sobre pré-eclâmpsia, que afetou Beyoncé na gravidez
Notícias ao Minuto Brasil

06:05 - 08/08/18 por Notícias Ao Minuto

Lifestyle PRESSÃO ALTA

Beyoncé revelou à Vogue americana, em entrevista para a edição de setembro, que sofreu de toxemia gravídica, também conhecida por pré-eclâmpsia, durante a gestação de Sir e Rumi, os gêmeos nascidos em junho de 2017. Os bebês de Beyoncé e Jay Z nasceram por cesariana e permaneceram internados durante várias semanas na UTI neonatal.

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O que é a pré-eclâmpsia e por que é também denominada de toxemia gravídica?

A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva que afeta cerca de 10% das mulheres brasileiras durante a gravidez, geralmente já no fim da gestação, após as 37 semanas. A condição, se não tratada, pode evoluir para eclâmpsia (ocasionada pelo descontrole pressórico) e pode acarretar em convulsões e até morte materna e fetal.

A gestante pode - e deve - ter parto normal, caso a pressão esteja estabilizada e os exames de rotina estejam normais, pois a recuperação para mãe e bebê são melhores no pós-parto. "O parto, considerando-se a fisiopatologia do evento, representa a melhor forma de tratamento. O uso de sulfato de magnésio é recomendado em todos os casos de pré-eclâmpsia grave e eclâmpsia para prevenção e tratamento das crises convulsivas. Da mesma forma, o tratamento dos picos hipertensivos é recomendado", afirma a médica obstetra Melania Amorim, especialista em gestações de risco.

Ainda segundo a especialista, o quadro não indica cesariana por si. "O parto vaginal é possível, e a cesárea será realizada somente se houver indicação específica e não pela pré-eclâmpsia per se. (...) O parto normal é preferível em diversas circunstâncias, porque os distúrbios da coagulação podem complicar a pré-eclâmpsia, e o risco de sangramento é, evidentemente, muito maior na cesariana em relação ao parto normal. Além disso, se houver redução acentuada da contagem de plaquetas,  não pode ser feita anestesia regional (raquidiana ou peridural) e, na cesariana, a anestesia terá que ser geral, com maiores riscos", explica.

Quais são os sintomas?

As mulheres com esta patologia desenvolvem uma pressão arterial elevada e apresentam índices elevados de proteína na urina. Podem ainda ter dores de cabeça, tonturas, visão turva e um aumento súbito de peso.

Por que a pré-eclampsia é tão perigosa?

A pré-eclampsia pode levar à eclampsia, que por sua vez faz com que as gestantes tenham maior risco de sofrer convulsões potencialmente fatais para elas e para o bebê.

O que causa a pré-eclampsia?

Ainda não se sabe totalmente o porquê de algumas mulheres terem esta condição durante a gravidez, mas as mulheres grávidas de gêmeos, como foi o caso de Beyoncé, e que sofrem de diabetes tendem a apresentar um risco maior de pré-eclampsia.

Mulheres mais velhas e mães pela primeira vez revelam também uma maior predisposição para desenvolverem a condição. Fatores genéticos também contribuem para a sua incidência.

Como é tratada?

A única forma de cura consiste em dar a luz ao bebê. Em casos mais graves, o parto pode ser induzido a partir das 34 semanas. Os médicos administram corticóides para amadurecer os pulmões dos bebês e podem ainda aplicar medicação para regular a pressão arterial da gestante, além de realizar exames frequentes de sangue e urina para monitorar o excesso de proteína presente no organismo.

"Antes de 34 semanas, e na ausência de complicações maternas ou fetais, é possível manter conduta conservadora nos casos de pré-eclâmpsia grave, para aguardar a maturidade fetal. Nesses casos, a hospitalização é obrigatória", explica.

"A partir de 34 semanas, em geral indica-se a interrupção da gravidez, que pode também ser necessária antes dessa idade gestacional, se surgirem complicações colocando em  risco o bem-estar da gestante ou do bebê", continua. A conduta deve ser analisada caso a caso, analisando a gravidade e as complicações provenientes de cada caso.

Na eclâmpsia, a cesariana também não é a melhor via de nascimento, "embora represente inequivocamente indicação de interrupção da gravidez", explica a médica. "O parto normal é perfeitamente possível e pode ser induzido com segurança, não tendo sido comprovados efeitos benéficos da cesariana a partir de 34 semanas. Em casos mais precoces com colo muito desfavorável, a cesariana pode estar indicada para resolução mais rápida", finaliza.

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