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Alejandro Giammattei é eleito novo presidente da Guatemala

Giammattei promete combater a insegurança com ações como reviver a pena de morte

Alejandro Giammattei é eleito novo presidente da Guatemala

CIDADE DA GUATEMALA, GUATEMALA (FOLHAPRESS) - O conservador Alejandro Giammattei foi eleito neste domingo (11) o novo presidente da Guatemala, segundo declarou o tribunal eleitoral do país. 

Giammattei, do partido Vamos, promete combater a insegurança com ações como reviver a pena de morte e tratar as gangues violentas do país como terroristas.

A candidata rival, a social-democrata Sandra Torres, do partido Unidade Nacional da Esperança (UNE), admitiu a derrota para seu rival conservador. 

Eleito, Giammattei enfrentará um desafio depois da Guatemala ter assinado um tratado impopular com Washington. 

Ele disse, neste domingo (11), que quer pensar sobre o que pode ser feito para alterar o acordo firmado pela atual administração de Jimmy Morales no fim de julho, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou a Guatemala com a taxação sobre as remessas de dinheiro e o aumento das tarifas sobre exportações.

A Guatemala aceitou o acordo para se tornar o que Washington chamou de "terceiro país seguro", onde os imigrantes solicitarão asilo em vez de permanecer nos EUA.

Segundo autoridades americanas, aqueles que chegarem aos EUA sem ter solicitado asilo na Guatemala serão devolvidos ao país da América Central.

A Guatemala integra, junto a El Salvador e Honduras, o Triângulo do Norte, faixa territorial marcada pela violência de facções criminosas –as chamadas "maras".

Em contrapartida, segundo o governo guatemalteco, parte do acordo estabelece um convênio para dar vistos de trabalho no setor agrícola a cidadãos dos países centro-americanos, um programa que poderia ser ampliado para os setores de construção e serviços.

As autoridades locais negam que o pacto migratório transformará o país em uma prisão americana. Um motor fundamental da economia da Guatemala são as remessas dos migrantes nos EUA. No ano passado, atingiu-se a marca histórica de quase 9,3 bilhões de dólares. 

Antes da eleição do domingo, os dois candidatos haviam criticado o acerto. Na época, Giammattei o chamou de "más notícias", dizendo que a Guatemala não está pronta para lidar com um potencial salto no número de imigrantes pedindo asilo. 

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