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Advogados tentam exonerar Netanyahu de acusações de corrupção

O procurador-geral israelita já recomendou que Netanyahu seja indiciado por fraude, quebra de confiança e suborno em três casos

Advogados tentam exonerar Netanyahu de acusações de corrupção
Notícias ao Minuto Brasil

20:15 - 02/10/19 por Notícias ao Minuto Brasil

Mundo Israel

Os advogados de Benjamin Netanyahu tentaram exonerar o primeiro-ministro israelita da acusação em três casos contra ele numa audiência com o procurador-geral do país, Avichai Mandelblit, noticiaram hoje os meios de comunicação locais. A defesa do líder do Likud reuniu-se por mais de dez horas com Mandelblit, numa audiência de pré-acusação cuja decisão final poderá levar semanas até ser anunciada.

Segundo a lei em Israel, Netanyahu tem o direito de se defender numa audiência como uma última tentativa de persuadir os promotores a desistirem do seu caso, evitando assim ir a julgamento.

O procurador-geral israelita já recomendou que Netanyahu seja indiciado por fraude, quebra de confiança e suborno em três casos.

As acusações contra o primeiro-ministro de Israel incluem suspeitas de que ele aceitou centenas de milhares de euros em presentes luxuosos de amigos bilionários, que se ofereceu para trocar favores com um editor do jornal israelita Yediot Aharonot e que ajudou a empresa de telecomunicações Bezeq em troca de uma cobertura favorável no meio de comunicação digital Walla, ambos propriedade do mesmo empresário, Shaul Elovitch.

No caso de serem apresentadas acusações formais, Netanyahu, que nega qualquer irregularidade, poderá sofrer uma forte pressão para renunciar ao cargo de primeiro-ministro.

Netanyahu não compareceu à audiência, mas enviou uma equipe jurídica de dez advogados em sua representação. Os seus advogados descartaram um acordo com a justiça israelita e mostraram-se confiantes em que as acusações sejam retiradas.

"Vamos apresentar não apenas as evidências de que todos estão cientes, mas também novas evidências. Temos a certeza de que, assim que apresentarmos as nossas descobertas, não haverá escolha a não ser encerrar o caso", disse um dos advogados de Netanyahu, Amit Haddad.

Ao longo do dia de hoje, o primeiro-ministro israelita recorreu às redes sociais para defender a sua inocência, prometendo que o caso contra ele iria "desmoronar".

De acordo com especialistas jurídicos, a probabilidade de uma acusação contra Netanyahu é alta, dado as evidências reunidas pela polícia ao longo de anos de investigação e o aparente consenso da promotoria de levar o político a julgamento.

Após as eleições nacionais do dia 17 de setembro, nem Netanyahu nem o seu principal opositor, Benny Gantz, garantiram a maioria parlamentar necessária para formar um novo governo.

O Presidente de Israel, Reuven Rivlin, foi responsável por designar um político para tentar formar uma coalisão, tendo escolhido, na semana passada, o líder do Likud.

Netanyahu tem até seis semanas para formar um novo governo, mas já indicou que desistirá antes disso se achar que não consegue chegar a um acordo com Gantz.

O líder do partido Azul e Branco, por seu lado, rejeitou até agora uma parceria com Netanyahu, citando os problemas legais do seu opositor.

O não cumprimento de um acordo pode desencadear uma terceira eleição sem precedentes em menos de um ano.

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