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Menino nascido na Austrália pode ser deportado devido a deficiência

Pais de Adyan, de cinco anos, são naturais do Bangladesh, mas trabalham legalmente na Austrália desde 2011.

Menino nascido na Austrália pode ser deportado devido a deficiência
Notícias ao Minuto Brasil

15:15 - 02/11/19 por Natacha Nunes Costa

Mundo Deficiência

Adyan bin Hasan, de apenas cinco anos, nasceu na Austrália, mas corre agora o risco de ser deportado para o Bangladesh, de onde são naturais os pais, por ter pouca força na mão, na sequência de uma “leve” paralisia cerebral.

De acordo com a ABC australiana, as autoridades temem que o custo dos cuidados de Adyan sejam um fardo para os contribuintes australianos e, mesmo com os pais a garantirem ter dinheiro suficiente para assumir todas as despesas, recusam dar autorização de residência permanente ao menino.

O casal, que vive e trabalha desde 2011 na Austrália, decidiu pedir a autorização para viver permanentemente no país em 2015, mas o pedido foi logo recusado. Agora, quase três anos depois e após Adyan se ter sujeitado a muitas sessões de fisioterapia, a família voltou a fazer o mesmo pedido. Mas a residência permanente foi novamente negada depois de de uma avaliação médica que concluiu que Adyan precisaria de “apoio especial na escola”.

O visto de residência da família está agora a ser renovado de três em três meses, mas a qualquer momento pode também ser negado.

O engenheiro Mahedi Hasan Bhuiyan e a médica Rebaka Sultana vivem na Austrália desde 2011, onde se casaram e tiveram o filho. Adyan nasceu com uma pequena paralisia cerebral, mas consegue efetuar a maior parte das suas tarefas diárias. Joga basquetebol, futebol, críquete, brinca com o tablet. A única coisa que não consegue fazer, segundo os pais, é mesmo pegar em artigos pesados e escalar. Mesmo assim, o casal garante que tem dinheiro suficiente para pagar todas as despesas que a deficiência do filho implica.

À ABC, Mahedi e Rebaka dizem que se o filho for deportado para o Bangladesh, será ainda mais desprezado. “Lá ninguém vai querer socializar com ele. Vão achar que é contagioso”.

Já o porta-voz do Departamento de Assuntos Internos disse à publicação australiana que não comenta casos específicos, mas admitiu que todas as pessoas que querem imigrar para a Austrália têm de se submeter a testes médicos para descartar as hipóteses de “custos significativos para a comunidade”.

A única esperança da família agora é que o ministro da Imigração, David Coleman, intervenha no caso.

O casal já lançou uma petição na internet para continuar a viver na Austrália. Cerca de 3 mil pessoas já assinaram.

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