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Sobrinho do PM paquistanês procurado por ataque a hospital

"Será detido a qualquer preço", afirmou o dirigente, acrescentando que "são todos iguais perante a lei"

Sobrinho do PM paquistanês procurado por ataque a hospital
Notícias ao Minuto Brasil

13:15 - 14/12/19 por Notícias Ao Minuto

Mundo Imran Khan

O sobrinho do primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, é procurado pela polícia por ter participado num ataque de advogados a um hospital de Lahore que fez três mortos, indicaram vários responsáveis.Em conferência de imprensa, o ministro da Informação da província do Punjab, Fayyaz ul Hassan Chohan, indicou que foram feitas buscas em duas casas do visado, Hassan Niazi, que não estava presente.

"Será detido a qualquer preço", afirmou o mesmo dirigente, acrescentando que "são todos iguais perante a lei".

Um alto responsável policial confirmou à Agência France-Presse (AFP) que as autoridades estiveram durante a madrugada passada na residência do sobrinho de Imran Khan, Hassan Niazi, sem o encontrarem.

Mais de 200 advogados assaltaram na quarta-feira o Instituto de Cardiologia do Punjab, atacando os funcionários e causando estragos em dezenas de veículos.

Pelo menos três doentes morreram, por não terem sido assistidos a tempo, uma vez que os médicos tiveram de fugir das agressões.

A disputa surgiu após um médico do referido hospital ter publicado nas redes sociais de um vídeo irónico sobre os advogados.

O sobrinho do primeiro-ministro, que em vídeos surge próximo de um veículo da polícia antes de este ser incendiado, publicou uma mensagem na rede social Twitter sobre a manifestação dos advogados junto do hospital. Depois manifestou-se arrependido e disse que só defende protestos pacíficos.

Imran Khan, que tem feito da luta contra a corrupção e a impunidade uma das suas prioridades, pediu na quarta-feira ao governo provincial para tomar medidas severas contra todos os implicados.

As intimidações cometidas por advogados são frequentes no Paquistão.

Vários defensores dos direitos humanos ouvidos pela AFP acusam uma parte destes profissionais de pressionarem os juízes para que estes condenem sistematicamente os acusados de blasfémia, uma questão incendiária no país.

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