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Trump bloqueia mensagens de líderes mundiais para Presidente eleito

Sem provas, Trump iniciou processos em vários estados, alegando uma fraude eleitoral generalizada

Trump bloqueia mensagens de líderes mundiais para Presidente eleito
Notícias ao Minuto Brasil

06:21 - 12/11/20 por Notícias Ao Minuto

Mundo Estados Unidos

O Governo de Donald Trump está bloqueando as mensagens que os líderes mundiais estão enviando ao Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.

O canal de televisão CNN informou na quarta-feira que o Departamento de Estado se recusa a entregar dezenas de mensagens de líderes estrangeiros dirigidas a Biden e à sua equipe de transição.

Trump continua a não reconhecer a derrota eleitoral e está tentando na Justiça norte-americana reverter os resultados das presidenciais, realizadas em 03 de novembro.

Funcionários do Departamento de Estado disseram à CNN que as mensagens para Biden começaram a chegar no último fim de semana, quando a sua vitória foi confirmada.

O Departamento de Estado normalmente organiza comunicações com presidentes eleitos, mas a administração Trump negou à sua equipe de transição o acesso às informações e contactos necessários para iniciar essa tarefa.

Biden, no entanto, manteve conversas com líderes mundiais, como a chanceler alemã, Angela Merkel, o Presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ou o seu homólogo irlandês, Micheál Martin.

O primeiro líder estrangeiro que falou com Biden para lhe dar os parabéns pela vitória, na última segunda-feira, foi o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau. Na quarta-feira, falou com os primeiros-ministros do Japão, Yoshihide Suga, da Austrália, Scott Morrison, e com o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

O número de países que ainda não reconheceram Biden vem diminuindo, mas inclui as duas principais potências da América Latina - México e Brasil -, além da Rússia e China.

Biden fez todas essas ligações sem a ajuda do Departamento de Estado, como é comum em outras transições para o Governo dos Estados Unidos.

O secretário de Estado, Mike Pompeo, argumentou na terça-feira que "os votos ainda estão sendo contados".

A campanha de Trump iniciou processos em vários estados, alegando uma fraude eleitoral generalizada, sem provas que substanciem a acusação.

Para ganhar a eleição em tribunal, Trump teria que reverter a votação na Pensilvânia, Geórgia e Nevada ou Arizona, todos eles estados onde Biden já foi declarado vencedor ou lidera claramente a votação.

Os últimos dados apontam que Biden tem 290 delegados no colégio eleitoral, acima dos 270 que garantem a vitória, enquanto Trump tem 217, faltando apurar 42.

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