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Erro no cálculo de combustível pode ter causado queda de avião

Hipótese tem ganhado força entre especialistas

Erro no cálculo de combustível pode
ter causado queda de avião
Notícias ao Minuto Brasil

10:02 - 30/11/16 por Notícias Ao Minuto

Mundo Tragédia

A falta de combustível, causada por um erro de cálculo do piloto, pode ter motivado a queda da aeronave LaMia, que transportava a delegação do Chapecoense e caiu, a cerca de 17 quilômetros do aeroporto de Medellín, na Colômbia, onde pousaria. O avião decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Ao todo, 71 pessoas morreram e seis conseguiram sobreviver.

A hipótese começa a ganhar força entre os especialistas. As duas caixas-pretas já foram localizadas e devem ajudar a esclarecer as causas do acidente. Segundo matéria da TV Globo, em uma delas está gravada a conversa do piloto com a torre de controle do aeroporto, nos últimos trinta minutos antes da queda, e na outra estão registrados todos os comandos do voo.

Embora as autoridades colombianas estejam cautelosas e não queiram divulgar qualquer especulação sobre as causas do acidente, o que se sabe é que, entre as cidades de La Ceja e La Unión, o piloto declarou situação de emergência.

O aviso de emergência significa que o avião passava por dificuldades, mas não que estivesse necessariamente em situação desesperadora. Uma outra aeronave, um Airbus A320, também estava em emergência e com vazamento de combustível. Teve, então, prioridade para pousar.

Segundo testemunhas, o avião da LaMia teria dado duas voltas, procedimento normal antes do pouso, e só depois relatou para a torre que estava com pane elétrica. Se isto era verdade ou se o avião já estava com falta de combustível, apenas as caixas pretas poderão esclarecer. 

De acordo com a revista Época, o site especializado FlightRadar24 informou que a aeronave percorreu 2.975 quilômetros antes de desaparecer. É uma distância maior que a autonomia desse tipo de avião: 2.964 quilômetros (um valor de referência sujeito, sempre, às condições de voo). 

O piloto Miguel Queiroga, que morreu no desastre, era o dono da companhia LaMia e, segundo o diretor da empresa, era bastante experiente. As autoridades bolivianas ainda informaram que a manutenção e a documentação da aeronave estavam em dia.

EMPRESA

Segundo o Diário Catarinense, o porta-voz da LaMia, companhia do avião fretado que levava a comitiva da Chapecoense, Mário Pacheco, admitiu que a aeronave trabalhava no limite de sua capacidade de combustível. "Tinha dispositivos para ampliar autonomia, dependendo do plano de voo",  disse.

Além disso, o representante da empresa falou sobre a possibilidade de erro. "Falha humana não houve, mas pode ter havido erro e as investigações é que vão mostrar".

Leia também: Sobrevivente do voo da Chapecoense explica como se salvou

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