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Sociais-democratas aceitam negociar com Merkel

A chanceler depende do SPD para formar um novo governo

Sociais-democratas aceitam negociar com Merkel
Notícias ao Minuto Brasil

17:22 - 07/12/17 por ANSA

Mundo Governo

O congresso do Partido Social-Democrata (SPD) autorizou nesta quinta-feira (7) a abertura de negociações para a formação de um governo de coalizão na Alemanha com a União Democrata-Cristã (CDU), legenda da chanceler Angela Merkel.   

No mesmo dia, foi rejeitada uma moção da ala jovem do SPD que rejeitava a repetição da chamada "Grosse Koalition" ("Grande Coalizão", em tradução livre), que já governou o país nos últimos quatro anos.   

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No entanto, as tratativas não estão vinculadas a nenhum resultado: podem levar à confirmação da aliança, a um governo de minoria ou à convocação de novas eleições. "Não devemos governar a todo custo, mas não devemos também não querer governar a todo custo", declarou o líder do SPD, Martin Schulz, no início do congresso, realizado em Berlim.   

Inicialmente, ele rechaçara a hipótese de negociar com Merkel, mas mudou de ideia após o fracasso nas tratativas da chanceler com o Partido Liberal-Democrático (FDP) e os Verdes e depois de ter sido pressionado a reconsiderar pelo presidente da República, Frank-Walter Steinmeier.   

Merkel venceu as eleições de setembro passado, mas não conseguiu maioria absoluta no Parlamento, já que a CDU teve apenas 30% dos votos. Inicialmente, ela tentou formar uma coalizão com o FDP e os Verdes, mas as negociações fracassaram, principalmente por divergências sobre políticas migratórias e ambientais.   

Por conta disso, Merkel teve de recorrer aos sociais-democratas.   

CDU e SPD são os dois maiores partidos do país, porém os anos de "grande coalizão" derrubaram a popularidade da legenda progressista - Schulz foi eleito líder do SPD justamente para fazer oposição aos conservadores e com a promessa de não se aliar novamente à chanceler.   

Se as duas siglas não se acertarem, a Alemanha terá de voltar às urnas, criando um cenário de instabilidade no país. Com informações da ANSA:

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