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Órgão regulador das ONG investiga Oxfam por crimes sexuais

Membros da ONG britânica teriam contratado prostitutas no Haiti

Órgão regulador das ONG investiga Oxfam por crimes sexuais
Notícias ao Minuto Brasil

11:03 - 13/02/18 por Ansa

Mundo escândalo

O regulador das Organizações Não-Governamentais (ONG) no Reino Unido anunciou nesta terça-feira (13) que vai abrir uma investigação para analisar como a Oxfam geriu o escândalo sexual ocorrido em 2011 no Haiti.   

A chamada Charity Commission vai investigar o procedimento da ONG britânica depois do jornal "The Times" revelar que alguns dirigentes e funcionários da instituição contrataram prostitutas e organizaram orgias em instalações financiadas pela Oxfam. O episódio teria acontecido durante a missão humanitária pós-terremoto de 2010.   

A organização, por sua vez, que recebe anualmente cerca de 300 milhões de libras de fundos públicos do Reino Unido, reconheceu que a conduta daqueles trabalhadores foi "completamente inaceitável", mas negou que teria ocultado os fatos.   

Ontem (12), a subdiretora da Oxfam, Penny Lawrence, renunciou ao cargo após assumir "inteira responsabilidade" pelo escândalo. Além disso, ela relatou sua "tristeza e vergonha pela conduta de funcionários no Chade e Haiti, incluindo a relação com prostitutas" Lawrence explicou que os comportamentos inapropriados "do diretor da ONG no Chade e de sua equipe" já tinham sido "apontados antes de ir ao Haiti". "Não respondemos de forma adequada", admitiu.   

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Um dos homens que também saiu do cargo e não recebeu qualquer ação disciplinar foi o diretor da ONG no Haiti na época, Roland van Hauwermeiren, que segundo o "The Times" admitiu que manteve encontros com prostitutas. Após o escândalo, o presidente do Haiti, Jovenel Moise, condenou fortemente a instituição de caridade do Reino Unido. Em sua conta no Twitter, o mandatário definiu a denúncia como uma "violação extremamente grave da dignidade humana".   

Por sua vez, o governo do Reino Unido ameaçou cortar o financiamento para os projetos da instituição de caridade. Entretanto, a direção da Oxfam garante que as coisas já mudaram. "Aquilo que aconteceu no Haiti não poderia acontecer hoje com o sistema atual e as novas regras. Mas ainda há coisas que podemos melhorar, estamos empenhados em fazê-lo, e nunca iremos permitir que isto suceda outra vez", afirma Winnie Byanyima, diretora executiva da Oxfam International.   

Nesta terça (13), novas acusações surgiram contra o diretor-executivo da Oxfam, Mark Goldring. Segundo o jornal britânico, ele é acusado de ter sido informado de outros abusos relatados por Helen Evans, que trabalhou como responsável global para a Oxfam entre 2012 e 2015. (ANSA)

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